O Campeonato Brasileiro mais louco e imprevisível dos últimos anos terminou da maneira mais familiar possível: com o Palmeiras campeão – bicampeão consecutivo, 12 vezes no total, cada vez mais distante dos rivais.
O empate por 1 a 1 com o Cruzeiro (gols de Endrick e Nikão), nesta quarta-feira, no Mineirão, foi mera formalidade para fechar aquela que será considerada a maior virada da história dos pontos corridos. E que só poderia vir de um time. O Palmeiras da cabeça fria não se abalou quando caiu na Copa do Brasil diante do rival São Paulo, eliminado da Libertadores em casa, nas semifinais contra o Boca Juniors e nem quando se viu a 14 pontos do líder Botafogo na única competição que havia sobrado em 2023.
Aí entrou o Palmeiras do coração quente, do "dá a bola em mim", dos multicampeões, do fenômeno Endrick, do caldeirão Allianz Parque e do incansável e genial Abel Ferreira. Pouco a pouco, o Verdão dizimou a vantagem dos rivais e, quando assumiu a liderança, até o maior hater sabia que ela não trocaria mais de dono (só o próprio palmeirense, pessimista por natureza, temia um desfecho diferente). Mas este Palmeiras tem tudo: é o DNA vencedor, é a Terceira Academia, é a Segunda Arrancada Heroica, é o clube mais vitorioso do Brasil. E para o Cruzeiro, rival do jogo do título, também houve alegria: o time está classificado para a Copa Sul-Americana de 2024.
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