Foto: Aldo Matos/ Advogados assistindo o juri
O Policial Militar Edvaldo Brito Lima, acusado de matar Pedro Henrique da Silva Novaes em 08/10/2010, foi absolvido do crime ocorrido em uma loja de conveniência de um posto de gasolina na Cidade Nova. O segundo acusado, Fabricio Luiz Soares de Oliveira, faleceu, e, portanto, não houve uma sentença.
Segundo o advogado Hercules Oliveira, a análise cuidadosa das imagens do posto de gasolina revelou que o cabo Edvaldo não participou do terrível crime que resultou na morte de Pedro Henrique. "Infelizmente, falhas no procedimento de instrução e investigação levaram a este julgamento, mas a justiça foi feita. As imagens não foram o único fator que contribuiu para a absolvição do policial. Observa-se que o policial militar seguiu em direção ao sul, enquanto a vítima, acompanhada por várias pessoas, seguiu em direção ao norte, o que mostra posições opostas. Naquele momento, era impossível que os dois se encontrassem, especialmente quando a vítima foi na direção norte com vários amigos, incluindo Alexandre Toupeira. Portanto, naquele momento, Edvaldo não poderia ter sido o autor dos disparos. É inaceitável atribuir ao soldado Edvaldo a autoria do crime, especialmente com base no argumento de que um homem negro foi o atirador. No local, havia várias pessoas negras, e a alegação simplista de que o atirador era um negro policial, colocou o homem negro no banco dos réus simplesmente por ser policial. Além disso, outras pessoas presentes, como Alexandre Toupeira, e outros com histórico no mundo do crime, sequer foram ouvidos pela delegacia", afirmou o advogado.
Caio Vitor Menezes, que atuou como assistente de Acusação, expressou surpresa com o resultado: "Não era o resultado que esperávamos. Infelizmente, foi algo diferente, mas foi a decisão do conselho de sentença, dos jurados aqui em Feira. Agora, estamos considerando a possibilidade de um recurso para tentar reverter isso em segunda instância. O vídeo mostrado não contém o momento exato da execução quando Pedro Henrique estava se divertindo. A defesa argumentou que o policial militar não foi o autor do crime. Então eu pergunto, se o PM foi absolvido, quem foi o responsável pela morte de Pedro Henrique? Essa é a incógnita. Tínhamos o vídeo e outras provas que indicavam que a autoria deveria ser atribuída ao acusado. Infelizmente, não foi assim que os jurados interpretaram, e a mãe de Pedro Henrique agora viverá com essa dúvida pelo resto da vida. Quem foi o responsável pela morte do filho dela? Na verdade, ela tem uma convicção íntima sobre quem foi, e ela buscava a justiça aqui hoje com base nisso. No entanto, o processo tomou outro rumo, e devemos respeitar isso.
Com informações: Nas Ruas e na Policia
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