O delegado Gustavo Coutinho concedeu uma entrevista ao Página de Notícias referente ao depoimento prestado pelo dentista Lucas Ferraz, 40 anos, suspeito de matar o metalúrgico Jacivaldo Pereira Gomes, de 44 anos, conhecido como Charlinho. Durante o interrogatório, foi esclarecido que o suspeito adquiriu a arma de forma clandestina através de um terceiro, não possuindo porte de arma, justificando seu uso como medida de proteção ao se dirigir para a chácara.
Segundo o delegado, o suspeito desceu do veículo após uma colisão para entender o que havia ocorrido, admitindo ter ficado nervoso devido ao acidente. Uma discussão acalorada com o condutor do outro veículo se iniciou e durou de três a cinco minutos, tornando-se intensa. O suspeito relatou que o motorista do carro colisor parecia estar embriagado, agindo de maneira agressiva e fazendo gestos exaltados. Em meio a xingamentos, o suspeito retornou ao seu veículo para buscar uma pistola 380. Ele apontou a arma para a vítima, pedindo que ela se afastasse. Mesmo com gestos para se afastar, a vítima continuou se aproximando, chegando a bater no capô do veículo do suspeito. Em um momento de grande nervosismo, o suspeito acabou disparando a arma, atingindo a região do abdômen da vítima. Posteriormente, expressou profundo arrependimento pelo ocorrido, admitindo ter perdido o controle da situação devido à discussão. Após o incidente, deixou o local e soube no dia seguinte que a vítima havia falecido.
De acordo com o delegado, não houve relato de agressão física por parte da vítima, apenas uma discussão verbal na qual, segundo o suspeito, a vítima se aproximava enquanto ele recuava, não havendo agressão física. Durante o incidente, a filha da vítima e outra criança presente pediram para que o suspeito parasse e não atirasse. O suspeito afirmou ter disparado apenas uma vez, apesar do carregador da arma estar completamente municiado. Ele alegou ter atirado para conter a vítima, com medo de sofrer agressões, embora reconheça profundamente seu arrependimento.
Sobre o porte de armas, o delegado informou que Lucas alegou carregar a arma para autodefesa ao se dirigir para a chácara de sua mãe, onde planejava pernoitar. Durante a manhã, atendeu seu pai em sua clínica odontológica. À tarde, passou todo o tempo com a esposa no condomínio São Antônio dos Prazeres. Por volta das 18h30, dirigia-se a uma igreja, planejando, após a missa, levar a arma para a chácara e guardá-la no porta-luvas do carro. Foi nesse contexto que o incidente ocorreu.
Questionado se Lucas responderia por homicídio e porte de armas, o delegado esclareceu que não, pois um crime se sobrepõe ao outro. "Ele responderá principalmente pelo homicídio, já que a arma foi utilizada para cometer o crime. Reconhece que sua ação foi desproporcional, mesmo diante de insultos verbais por parte da vítima. Ele está ciente de que jamais deveria ter efetuado o segundo disparo, demonstrando profundo arrependimento e remorso."
Com informação: Carlos Valadares
Por: Mayara SIlva
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