Foto: Carlos Valadares
Na tarde desta terça-feira (13), dezenas de pessoas relataram muita demora para o atendimento na Unidade de Pronto Atendimento do Estado (UPA), localizada ao lado do Hospital Geral Cleriston Andrade. Os pacientes têm aguardado atendimento desde as primeiras horas da manhã, com a primeira paciente chegando à unidade hospitalar por volta das 7 horas, e até o momento, não receberam assistência médica.
A principal queixa que ecoa entre os pacientes é a longa espera pelo atendimento médico e a falta de informações claras para todos os presentes.
Maria Graciete, uma das pacientes, chegou à UPA às 8h32 da manhã, buscando cuidados médicos para uma série de problemas de saúde, incluindo dores abdominais, problemas no pé, rim e vesícula. Ela suportou dores intensas, mas lamentavelmente ainda não recebeu qualquer atendimento. “Até agora, ninguém foi chamado para receber cuidados médicos, apesar da grande quantidade de pessoas aguardando”, declarou.
Foto: Carlos Valadares
Outro paciente relatou uma série de sintomas, como dores nas costas, garganta, braço, perna e cabeça, possivelmente relacionados a uma infecção viral, e chegou a se deitar no chão enquanto esperava pelo atendimento. “Eu me levanto a cada hora para medir a temperatura. Cheguei aqui às 10h da manhã, mas até agora não fui atendido.”
Uma mulher compartilhou sua angústia ao contar que uma mãe trouxe uma criança de dois anos com febre e infecção urinária. Somente após ela buscar ajuda diretamente com a pediatra de emergência é que a criança finalmente recebeu atendimento.
Foto: Carlos Valadares
Carolina Andrade, enfermeira da UPA, compartilhou informações sobre a situação atual da unidade. Ela explicou que, embora a UPA esteja recebendo todos os pacientes, a superlotação está causando atrasos no atendimento. Carolina afirmou: "A superlotação da unidade se deve ao aumento da demanda. Estamos aguardando transferências ou altas de pacientes para poder chamar aqueles que estão na fila de espera."
Ela também enfatizou a importância de direcionar os pacientes para os postos de saúde dos bairros quando se trata de troca de sonda e curativos, alegando que esses procedimentos devem ser realizados nesses locais. Dessa forma, os pacientes com dores intensas ou condições mais graves que chegam à UPA podem receber atendimento mais rapidamente.
Carolina destacou que a UPA possui 24 leitos, mas, no momento, está operando com cerca de 30 leitos adicionais, acomodando pacientes em cadeiras e longarinas para atender a crescente demanda da população.
Quanto aos pacientes com dores abdominais e pedra na vesícula, a enfermeira informou que a UPA está recebendo esses casos, mas isso acaba ocupando o espaço que poderia ser destinado a pacientes com condições mais graves e dores intensas.
Com informações de Carlos Valadares
Por Mayara Silva
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