A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Feira de Santana é uma Entidade Filantrópica que há 38 anos tem a missão de promover e articular ações de defesa de direitos, prevenção, orientação, prestação de serviços em saúde, educacional e de apoio às pessoas com deficiência intelectual, autismo e suas famílias. A instituição também firma parcerias com Universidades e Faculdades em campo de estágio obrigatório, além de receber pessoas voluntárias para prestar serviços, como doações de material e financeiro, sendo o que mantém a instituição hoje em dia.
Atualmente a instituição atende aproximadamente 2000 pessoas ao mês. Dentre elas: recém-nascido, jovens, adultos e idosos, o funcionamento é ligado a área da saúde, assistência e educação, entre outros. São desenvolvidas atividades relacionadas a fisioterapia, educação física, terapeuta ocupacional, musicoterapeuta, professor de capoeira e outros diversos profissionais que integram a instituição para oferecer o serviço a essas pessoas com deficiência.

A atual situação da APAE é preocupante e podem ter seus atendimentos suspensos por falta de repasses de verbas. Somos uma instituição privada, porém sem fins lucrativos, por isso, precisamos muito das doações da comunidade tanto de materiais, como até mesmo de mão de obra e principalmente as doações financeiras, que é onde mais pega para a gente. "Temos um grupo grande de profissionais que trabalham na instituição e que precisam ser remunerados e o que recebemos de recursos são poucos e não supre as necessidades. Temos uma defasagem nos valores dos serviços prestados, todos sabem que o SUS não tem nenhum aumento há 20 anos, temos como um exemplo que desde 2002 a consulta com o médico é no valor de R$10,00, isso é muito prejudicial ao funcionamento da instituição", informa Deraldo Gomes Azevedo, coordenador de atenção à saúde.
Segundo Deraldo Gomes Azevedo, coordenador de atenção à saúde, a APAE atende pessoas com deficiência intelectual e desde 2016 foi habilitada como Centro Especializado em Reabilitação. "Realizamos concessões de OPME que são as cadeiras de rodas, de banho, muletas e as bolsas de ostomia, pois antigamente as pessoas iam para o Centro de Prevenção e Reabilitação de Deficiências (CEPRED -) em Salvador e hoje não precisa mais, é só procurar a APAE, no bairro Santa Mônica para poder esta recebendo essas concessões. É importante frisar que isso é uma concessão feita para a pessoa que está precisando independente de idade, elas vão receber esses equipamentos, precisando conforme a equipe", salienta.
Os atendimentos acontecem quando a criança chega à instituição agendado pela Central de Regulação do município de Feira de Santana, para uma consulta com o neuropediatra para uma avaliação onde o médico vai informar se esse paciente tem algum tipo de deficiência ou não, caso seja um caso que característico para acompanhamento na APAE ele marca para poder a equipe reavaliar e encaminhar o atendimento.
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