A programação do Centro de Zootecnia de Feira de Santana ganhou destaque durante a exposição agropecuária, reunindo produtores rurais, estudantes, profissionais do setor e caravanas de diversos municípios. Entre os dias 6 e 13, o espaço promove uma série de atividades voltadas à capacitação e à difusão de conhecimentos para o setor agropecuário.
Segundo o médico-veterinário e diretor-superintendente do Centro de Zootecnia, Francisco Sales, a programação conta com pelo menos três palestras por dia, além de treinamentos, cursos e atividades práticas.
“Desde o dia 6 até o dia 13, temos uma programação de palestras, no mínimo três por dia, com caravanas vindas de vários municípios, organizadas pelos sindicatos rurais, prefeitos e secretários de Agricultura”, explicou.
O centro também recebeu estudantes de instituições de ensino superior. De acordo com Francisco Sales, somente em um dos dias da programação, 45 alunos, acompanhados por um professor, participaram das atividades. Profissionais de assistência técnica de diferentes municípios também estiveram no local para participar de treinamentos.
A programação aborda diferentes áreas do setor agropecuário, incluindo avicultura, suinocultura, bovinocultura de leite e apicultura.
Além das palestras, o espaço conta com atividades voltadas à formação profissional. Uma das iniciativas é a carreta de agroindústria, onde são realizados cursos de culinária.
“São, todos os dias, no mínimo, 20 pessoas recebendo o curso de culinária e, toda tarde, a gente encerra um curso”, destacou o diretor.
O Centro de Zootecnia também apresenta ações relacionadas à inovação e à tecnologia, incluindo o lançamento de um programa de inteligência artificial voltado ao setor agropecuário.
Para Francisco Sales, a exposição deve ampliar cada vez mais o espaço destinado à ciência, tecnologia e inovação, especialmente para atender às necessidades do produtor rural.
Na avaliação do diretor-superintendente, embora a exposição atraia um grande público urbano, é necessário fortalecer o caráter técnico e produtivo do evento.
“Essas exposições hoje têm que se transformar em centros de tecnologia e inovação para o campo. É o que nós precisamos fazer”, afirmou.
Francisco Sales defende que os espaços destinados às exposições agropecuárias sejam direcionados principalmente ao produtor rural e às atividades relacionadas ao agronegócio, enquanto outras áreas da cidade poderiam concentrar atrações voltadas ao público urbano.
Para ele, experiências realizadas em outras regiões do país podem servir como referência. O diretor citou exposições realizadas no Sul e também eventos de grande porte ligados à pecuária e à genética animal como exemplos de iniciativas que associam produção, ciência e tecnologia.
Outro ponto destacado por Francisco Sales é a necessidade de desenvolver e apresentar tecnologias adaptadas às condições do semiárido.
“Somos um semiárido e temos que apresentar as forrageiras para o semiárido, com suas tecnologias. Nós temos escassez de chuva e o semiárido é um ambiente muito desafiador, então precisa de apoio técnico”, explicou.
Na avaliação do diretor, a difusão de tecnologias apropriadas às condições climáticas da região pode contribuir para melhorar a produtividade e oferecer alternativas aos produtores diante das dificuldades provocadas pela irregularidade das chuvas.
O Centro de Zootecnia de Feira de Santana foi inaugurado em 26 de agosto do ano passado e, segundo Francisco Sales, já mantém cursos de qualificação profissional e formação técnica nas áreas de agropecuária e zootecnia.
Uma das principais estruturas para a formação prática dos estudantes é a parceria com propriedades rurais da região.
“Atualmente temos 22 fazendas parceiras, num raio de até 50 quilômetros. Essas fazendas abrem as porteiras para os cursos práticos dos nossos alunos, tanto de zootecnia como de agropecuária”, explicou.
A proposta é oferecer formação técnica de nível médio, com cursos gratuitos e professores qualificados, combinando atividades teóricas e práticas.
Para Francisco Sales, a estrutura representa uma oportunidade de qualificação profissional e de aproximação entre estudantes, produtores e novas tecnologias aplicadas ao campo.
“Estamos montando uma estrutura para formação de técnico de nível médio. O curso é gratuito e os professores são muito bem qualificados”, ressaltou.
Com a ampliação das atividades, o Centro de Zootecnia busca consolidar-se como um espaço de formação, capacitação e desenvolvimento de tecnologias voltadas principalmente às demandas da produção rural e às particularidades do semiárido.
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