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Polícia vídeos pornográficos

Polícia identifica dois adolescentes que criaram vídeos pornográficos falsos com imagem de professora em Feira de Santana

Em um dos vídeos, a professora aparecia usando a camisa da escola onde trabalha. Na outra publicação, uma fotografia frontal do rosto da vítima foi manipulada para simular uma cena de sexo oral.

07/08/2026 09h11
Por: Carlos Valadares
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A Polícia Civil identificou dois adolescentes como autores de vídeos pornográficos falsos produzidos com a imagem de uma professora de 47 anos, em Feira de Santana. Um dos envolvidos é aluno da vítima, conforme informou a delegada Clécia Vasconcelos, titular da Delegacia para o Adolescente Infrator (DAI) e da Delegacia Especial dos Crimes contra Crianças e Adolescentes.

As publicações foram encontradas no dia 20 de julho em uma plataforma de conteúdo adulto e, juntas, somavam cerca de 27 mil visualizações. Os vídeos foram criados com o uso de inteligência artificial, em uma prática conhecida como deepfake sexual, técnica que utiliza fotografias ou vídeos reais para produzir imagens falsas de nudez ou cenas sexuais. Em muitos casos, uma única foto publicada nas redes sociais pode ser usada por ferramentas de inteligência artificial para gerar conteúdos com aparência realista.

A investigação conseguiu identificar o computador utilizado pelos adolescentes para produzir as montagens. O inquérito está na fase final e deverá apontar a responsabilidade de cada envolvido.

“Já estamos na fase final da investigação. Já foi identificado o computador no qual foi emitida essa fraude. É bom lembrar que esses crimes virtuais são investigados e a responsabilidade criminal é apontada”, relatou a delegada.

Em um dos vídeos, a professora aparecia usando a camisa da escola onde trabalha. Na outra publicação, uma fotografia frontal do rosto da vítima foi manipulada para simular uma cena de sexo oral. A professora descobriu o conteúdo depois de ser alertada por estudantes no ambiente de trabalho. Inicialmente, ela não acreditou que sua imagem estivesse sendo utilizada em uma plataforma pornográfica, mas decidiu verificar a informação.

“Eu estava no meu ambiente de trabalho e algumas pessoas me alertaram, afirmando que tinha um vídeo meu em uma plataforma de pornografia. Na hora, eu nem me atentei. Depois, me deu um estalo e eu fui ver o que estava acontecendo”, relatou à TV Subaé.

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