A Polícia Civil investiga um caso de importunação sexual registrado em uma academia de Feira de Santana. De acordo com a delegada Lorena Almeida, responsável pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM), as investigações começaram assim que as imagens do ocorrido passaram a circular nas redes sociais.
Segundo a delegada, o caso foi registrado como importunação sexual, crime caracterizado pela prática de ato libidinoso contra outra pessoa, sem seu consentimento, com o objetivo de satisfazer a própria lascívia.
"Assim que tomamos conhecimento dos fatos, ainda no domingo, iniciamos imediatamente as diligências. A vítima já foi ouvida e prestou seu depoimento. Também analisamos as imagens e contamos com o apoio da administração do condomínio, que forneceu as gravações das câmeras de segurança tanto da academia quanto da área externa", explicou.
As imagens mostram o momento em que o suspeito deixa o local após perceber que a vítima procurou ajuda na portaria e acionou a Polícia Militar.
"Ele fugiu logo após perceber a movimentação da vítima. Foram realizados esforços para localizá-lo, mas, até o momento, ele não foi encontrado", afirmou.
Durante a entrevista, a delegada destacou que o crime de importunação sexual foi incluído no Código Penal para preencher uma lacuna na legislação em situações de violência sexual que não envolvem agressão física ou ameaça.
"A importunação sexual é um crime relativamente novo. Ele veio justamente para punir situações em que a vítima é submetida a um constrangimento de natureza sexual, sem necessariamente sofrer violência física ou grave ameaça", explicou.
A delegada também esclareceu uma dúvida comum sobre a diferença entre importunação sexual e assédio sexual.
"Assédio sexual não tem relação com este caso. O assédio ocorre quando uma pessoa, aproveitando-se de uma relação hierárquica, geralmente no ambiente de trabalho, constrange outra a praticar ato de natureza sexual", ressaltou.
Por fim, Lorena reforçou a importância de que vítimas de qualquer tipo de violência ou abuso sexual procurem imediatamente a polícia para registrar a ocorrência.
"É fundamental que toda pessoa que sofrer esse tipo de abuso procure a delegacia para que a Polícia Civil possa adotar as medidas cabíveis e evitar que esse tipo de crime volte a acontecer."
A delegada lembrou ainda que a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM) de Feira de Santana funciona em regime de plantão, 24 horas por dia, todos os dias da semana, para atender vítimas e registrar ocorrências.
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