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Geral Fraude milionária

Operação prende sete suspeitos de fraude milionária contra aposentados no BRB

Esquema teria causado prejuízo de R$ 5 milhões e atingido cerca de 3,5 mil beneficiários

23/06/2026 10h04
Por: Carlos Valadares
Foto: Reprodução/TV Globo
Foto: Reprodução/TV Globo

Sete pessoas foram presas na manhã desta terça-feira (23) durante uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) que investiga um esquema de descontos indevidos em contas de aposentados do Banco de Brasília (BRB). Segundo os investigadores, cerca de 3,5 mil beneficiários teriam sido afetados, gerando um prejuízo estimado em R$ 5 milhões.

As ações ocorreram no Distrito Federal e em Minas Gerais. Entre os detidos estão três funcionários do BRB, apontados pela investigação como responsáveis por viabilizar cobranças sem autorização dos correntistas. Os mandados foram cumpridos em regiões como Plano Piloto, Asa Norte, Asa Sul, Brazlândia, Recanto das Emas e Jardim Botânico, além das cidades mineiras de Belo Horizonte e Igaratinga.

De acordo com a polícia, o grupo utilizava um método semelhante ao identificado em fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS investigadas pela Polícia Federal na Operação Sem Desconto. Os suspeitos entravam em contato com as vítimas e apresentavam registros falsificados de ligações para justificar supostas autorizações dos débitos.

As apurações indicam ainda que associações eram utilizadas para receber os valores descontados irregularmente. Entre as entidades citadas estão CASSISP, SBSP, ASPJUB, CASSISPUB, MÃO AMIGA e COBJUD. A estimativa é que as fraudes estejam em funcionamento desde 2024.

A investigação é conduzida pela Coordenação de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e a Fraudes (Corf). Até o momento, o BRB não havia se manifestado sobre a operação.

O banco já havia sido alvo de outra ação policial na última sexta-feira (19), quando foram cumpridos 50 mandados de busca e apreensão em uma investigação sobre descontos indevidos em contracheques de servidores públicos do Distrito Federal. Na ocasião, não houve prisões, mas entre os alvos estavam o ex-secretário de Economia do DF, Ney Ferraz, o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, atualmente preso, e o diretor do PicPay, Eduardo Chedid.

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