A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (2), a segunda fase da Operação Registro Frágil, que investiga um esquema de fraudes envolvendo funcionários terceirizados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). Com apoio da Polícia Militar da Bahia, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em Salvador, além do bloqueio judicial de bens dos investigados.
A ação é um desdobramento das investigações iniciadas na primeira etapa da operação, que apura um suposto esquema de simulação de envios postais de objetos de alto valor, como joias e equipamentos eletrônicos, com o objetivo de obter indenizações indevidas pagas pelos Correios.
De acordo com a Polícia Federal, os investigados realizavam o registro de encomendas supostamente enviadas pela empresa estatal e, posteriormente, informavam de forma fraudulenta o extravio das mercadorias. Com isso, eram solicitadas indenizações pelos supostos prejuízos causados pelo desaparecimento das cargas.
As apurações apontam que parte dos envolvidos atuava como funcionários terceirizados dos Correios e teria utilizado o acesso às operações da empresa para facilitar a prática criminosa.
Segundo a PF, a segunda fase da Operação Registro Frágil foi desencadeada após a análise do material apreendido durante a primeira etapa das investigações. Os novos elementos permitiram a identificação de outros suspeitos que, supostamente, participavam do esquema.
As medidas cautelares foram autorizadas pela 17ª Vara Criminal da Seção Judiciária da Bahia. Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de bens dos investigados para garantir eventual ressarcimento dos prejuízos causados à estatal.
A Polícia Federal informou que o objetivo desta nova fase é aprofundar as investigações, reunir mais provas sobre a atuação da organização e identificar possíveis novos participantes do esquema fraudulento.
As investigações continuam em andamento e os suspeitos poderão responder por crimes relacionados às fraudes apuradas. Somadas, as penas previstas podem ultrapassar 10 anos de prisão.
A Operação Registro Frágil conta com o apoio do Batalhão de Policiamento Tático (BPATO) e da 23ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), que auxiliaram no cumprimento das medidas judiciais na capital baiana.
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