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Polícia Fubá

Suspeito de ordenar morte de criança de 11 anos morre em confronto com a PM em Feira de Santana

Conhecido como “Fubá”, Vitor Conceição era apontado pela Polícia Civil como integrante de facção criminosa e investigado por diversos homicídios em bairros de Feira de Santana

21/05/2026 08h53
Por: Carlos Valadares
Foto: Carlos Valadares
Foto: Carlos Valadares

A Delegacia de Homicídios de Feira de Santana intensificou as investigações contra integrantes de facções criminosas envolvidos em uma série de assassinatos registrados em bairros da cidade. Um dos principais alvos da polícia, identificado como Vitor Conceição, de 26 anos, conhecido pelo apelido de “Fubá”, morreu em confronto com a Polícia Militar na noite de terça-feira (20). Segundo a polícia, ele era considerado de alta periculosidade e apontado como responsável por diversos homicídios, incluindo a execução de uma criança de 11 anos.

Em entrevista ao site Página de Noticías, o delegado Gustavo Coutinho afirmou que Fubá atuava como “linha de frente” de uma facção criminosa nos bairros Tomba, Feira VII, Sítio Matias, Panorama e Fraternidade, ao lado de outro suspeito conhecido como “Pio”. De acordo com o delegado, os dois são investigados por vários homicídios registrados este ano em Feira de Santana.

“A Delegacia de Homicídios concentrou as investigações nesses dois indivíduos. Conseguimos comprovar a participação deles em diversos crimes e representamos pela prisão preventiva dos dois”, afirmou Gustavo Coutinho.

Pio foi preso na última quinta-feira (14) e é apontado como mandante da morte de um motoboy executado por integrantes da facção na Fraternidade. Segundo a investigação, o crime teria sido ordenado após um dos comandados perder uma arma para a Polícia Militar. “O Pio determinou que o subordinado matasse uma pessoa para pagar a arma perdida. O indivíduo executou o motoboy e ainda filmou a ação. Depois, o próprio Pio matou esse comparsa como queima de arquivo”, relatou o delegado.

Já Fubá, segundo a polícia, participou diretamente de diversos homicídios e teria ordenado a morte da menina Jennifer Santana de Jesus, de apenas 11 anos. O crime aconteceu após uma discussão entre a mãe da criança e a companheira do suspeito. “A ordem era matar a mãe e a filha, mas a mãe não estava no local no momento do ataque. Então a criança acabou sendo executada por um motivo banal”, declarou Gustavo Coutinho.

O delegado destacou ainda que Fubá havia sido preso no dia 3 de abril por porte ilegal de arma de fogo, após ser flagrado com uma pistola calibre 380, mas foi liberado pela Justiça no dia seguinte. Menos de duas semanas depois, no dia 16, ocorreu o homicídio da criança.

Além do assassinato de Jennifer, Fubá também é investigado pela morte de Alisson, adolescente de 14 anos assassinado no dia 3 de janeiro, no primeiro homicídio registrado este ano em Feira de Santana. Conforme as investigações, o alvo seria o irmão da vítima, que estava em Salvador no momento do crime.

Na mesma operação em que Fubá morreu, a polícia cumpriu mandado de prisão contra Gabriel, conhecido como “GG”, investigado por tentativa de homicídio.

As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e possíveis mandantes ligados à facção criminosa. Segundo o delegado, há indícios de que ordens estejam partindo de dentro do sistema prisional.

“Estamos investigando diuturnamente todos os crimes para identificar autores e mandantes. A Delegacia de Homicídios, com apoio da Polícia Militar, segue atuando para combater essas facções e reduzir os índices de violência”, afirmou.

O delegado também comentou sobre a sequência de homicídios registrados nos bairros Conceição e São Tomé de Paripe, incluindo os assassinatos de uma idosa em um bar, de um homem conhecido como “Nino” e de Jamerson, todos ligados à disputa entre facções rivais.

Entre os suspeitos identificados está um cadeirante conhecido como “Matheus Capitão”, preso preventivamente por envolvimento em dois homicídios e autuado em flagrante por tráfico de drogas. Outro suspeito e a companheira dele também foram presos na última sexta-feira.

Apesar das prisões e da morte de Fubá, a polícia reconhece que a disputa pelo tráfico pode continuar.

“Acreditamos que momentaneamente haverá uma tranquilidade maior nessas regiões, mas sabemos que no tráfico sempre aparece alguém para substituir. O importante é que todos os crimes estão sendo investigados”, concluiu o delegado.

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