A Região Leste da Bahia apresentou uma redução superior a 20% nos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), segundo avaliação do diretor regional e coordenador da Polícia Civil, delegado Yves Correia, na manhã desta sexta-feira (08). O resultado, considerado histórico pelas forças de segurança, é atribuído à integração entre polícias, órgãos de justiça e ações de inteligência voltadas ao combate das organizações criminosas.
De acordo com o delegado, a redução é fruto de um trabalho conjunto entre Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal e Guardas Municipais, além da atuação integrada com o Ministério Público e o Poder Judiciário.
“É um trabalho sério, intensificado, de investigações qualificadas, buscando autoria, materialidade e também a asfixia financeira dos grupos criminosos. Todo esse esforço integrado tem gerado uma consequência positiva para a nossa região”, destacou Yves Correia.
Outro dado apontado pelo diretor regional é que 36 cidades da região já ultrapassaram a marca de 100 dias sem registros de crimes violentos letais e intencionais. Para ele, o resultado demonstra o fortalecimento das ações preventivas e repressivas em municípios de menor porte e também nas cidades estratégicas da região.
Apesar dos avanços, o delegado ressaltou que os desafios permanecem e que a resposta das forças de segurança precisa continuar rápida e cirúrgica diante de qualquer ocorrência violenta.
“Quando acontece um crime violento letal, toda a sociedade sente o impacto. Por isso, precisamos agir com rapidez para continuar avançando e garantindo paz à população”, afirmou.
Yves Correia também chamou atenção para a importância do chamado “cinturão de segurança” nos municípios vizinhos a Feira de Santana. Segundo ele, muitos criminosos se escondem em cidades circunvizinhas antes de cometer crimes na maior cidade do interior baiano.
“Quando se trabalha em Feira de Santana, não se pode olhar apenas para Feira. Precisamos fortalecer a inteligência e as delegacias territoriais das cidades vizinhas, porque muitas vezes os homicidas utilizam esses municípios como rota de apoio”, explicou.
Com informações: Carlos Valadares
Por: Mayara Nailanne
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