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Polícia Ataque a tiros

Delegado explica ataque a tiros que deixou um morto e duas pessoas feridas na zona rural de Feira de Santana

Delegado Gustavo Coutinho afirma que execução pode ter sido motivada por vingança, mas outras hipóteses ainda são investigadas pela polícia em Feira de Santana.

05/05/2026 21h10
Por: Carlos Valadares
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O delegado Gustavo Coutinho detalhou, na manhã desta terça-feira (6), a execução a tiros que resultou na morte de um homem e deixou duas pessoas feridas no distrito da Matinha, zona rural de Feira de Santana.

Segundo o delegado, o crime aconteceu por volta das 20h de segunda-feira (5), quando cerca de quatro homens armados invadiram uma residência e efetuaram diversos disparos.“A vítima, Raimundo Pereira de Lima, de 37 anos, estava em casa com a companheira e a filha, de 7 anos, quando foi surpreendida pelos indivíduos. Eles arrombaram a porta e já entraram atirando. O alvo principal era Raimundo, que foi atingido por cerca de 10 disparos”, explicou.

Ainda de acordo com Gustavo Coutinho, a companheira e a criança também foram baleadas nas pernas durante a ação criminosa, mas sobreviveram. “Infelizmente, além do homicídio, houve também essa tentativa contra a mulher e a criança, que por pouco não foram mortas”, destacou.

O delegado informou que a arma utilizada no crime foi, possivelmente, uma pistola calibre 380. Após os disparos, os suspeitos fugiram do local. Testemunhas relataram ainda que os criminosos tentaram atear fogo na residência antes de escapar.

Sobre a motivação, o delegado afirmou que ainda é cedo para conclusões, mas não descarta a hipótese de vingança.“Pela forma como o crime foi praticado, com muitos disparos e tentativa de incendiar a casa, pode indicar uma ação motivada por raiva, como uma vingança. Mas também pode haver relação com tráfico de drogas ou desentendimentos anteriores. A investigação vai esclarecer”, disse.

Gustavo Coutinho também chamou atenção para a vulnerabilidade de áreas rurais.“São locais mais afastados, com menor presença policial, e os criminosos acabam se aproveitando do período noturno para invadir residências e cometer esse tipo de crime”, afirmou.

A Delegacia de Homicídios já iniciou as investigações e deve ouvir testemunhas, familiares e as vítimas sobreviventes. A polícia trabalha para identificar os autores e solicitar a prisão dos suspeitos.

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