Um caso de extrema violência envolvendo abuso sexual contra uma criança de apenas dois anos e o posterior linchamento do principal suspeito chocou moradores de Feira de Santana e mobiliza as autoridades policiais. Em entrevista ao programa Página de Notícias, o delegado Gustavo Coutinho classificou o episódio como de “profunda gravidade” e destacou que as investigações vão apurar tanto o crime contra a criança quanto a morte brutal do suspeito.
Segundo o delegado, a prioridade da Polícia Civil neste momento é garantir a proteção da vítima e o acolhimento da família, além de responsabilizar os envolvidos em ambos os crimes. “Estamos diante de um caso de extrema gravidade e de grande comoção social. A prioridade é a proteção da criança e o suporte à família. Mas também vamos apurar com rigor a barbárie cometida contra o suspeito”, afirmou.
De acordo com as investigações, a mãe da criança relatou que estava tomando banho quando a filha saiu de casa e foi até uma mercearia próxima. O suspeito, conhecido da família, teria se aproveitado da situação para cometer o abuso.
Conforme o depoimento, o homem teria retirado a roupa da criança e tocado suas partes íntimas. A vítima conseguiu retornar para casa e relatou o ocorrido à mãe, que acionou a Polícia Militar. A criança foi encaminhada ao hospital, onde passou por atendimento médico. Apesar de não haver indícios de penetração, o caso é tratado como estupro de vulnerável, dada a gravidade da ação.
A divulgação de imagens e informações sobre o suspeito nas redes sociais provocou revolta na população. Na noite do mesmo dia, moradores foram até o local onde ele estava e cometeram o linchamento.
Segundo o delegado, o homem foi brutalmente agredido com golpes de faca, pedaços de madeira e ferramentas. “Ele teve membros quebrados, sofreu múltiplas perfurações e apresentava sinais claros de tortura. Foi uma cena extremamente violenta”, descreveu.
A Polícia Civil informou que o suspeito já havia sido identificado e seria ouvido oficialmente no dia seguinte, mas a população se antecipou.
Apesar da indignação gerada pelo crime, o delegado reforçou que a prática de justiça com as próprias mãos não será tolerada. “A revolta é compreensível, mas a justiça não pode ser substituída pela barbárie. O Estado não admite esse tipo de conduta”, destacou.
Agora, a Delegacia de Homicídios conduz as investigações para identificar e responsabilizar todos os envolvidos no linchamento. Imagens que circulam nas redes sociais, além de depoimentos de testemunhas, serão fundamentais para o andamento do inquérito.
A polícia reforça que qualquer informação que possa contribuir com as investigações deve ser repassada às autoridades, garantindo que os responsáveis sejam levados à Justiça.
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