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Política Urnas eletrônicas

Urnas eletrônicas completam 30 anos no Brasil com avanços em segurança e agilidade no processo eleitoral

Urnas eletrônicas completam 30 anos com avanços em tecnologia e segurança; chefe da 156ª Zona Eleitoral, Danilo Pereira, destaca rapidez na apuração e alerta para prazo de regularização do título de eleitor até 6 de maio.

18/03/2026 13h08 Atualizada há 3 horas
Por: Carlos Valadares
Foto: Divulgação / TRE
Foto: Divulgação / TRE

Ao completar três décadas de uso no Brasil, as urnas eletrônicas seguem como peça central do sistema eleitoral, reunindo avanços tecnológicos e mecanismos de segurança que garantem rapidez na apuração e confiabilidade no voto. Em Feira de Santana, o tema ganha ainda mais relevância em ano eleitoral, quando os eleitores também precisam ficar atentos aos prazos para regularização do título.

Em entrevista, o chefe do cartório da 156ª Zona Eleitoral, Danilo Pereira, destacou que acompanhou de perto toda a evolução das urnas desde a implantação, em 1996. “Eu e a urna somos contemporâneos. Entrei no TRE no mesmo ano, então vi desde as primeiras eleições até hoje, quando todo o país utiliza o sistema eletrônico”, afirmou.

Segundo ele, ao longo dos anos, o equipamento passou por diversas transformações. “Naquela época, a urna utilizava disquete, tinha outro tipo de bateria e monitores diferentes. Hoje, já conta com tela sensível ao toque, uso de pendrive e autonomia de bateria de até 12 horas”, explicou. Para Danilo, a modernização acompanha a evolução natural dos computadores e contribui diretamente para a eficiência do processo eleitoral.

Além das melhorias físicas, os mecanismos de segurança também foram ampliados. De acordo com o chefe de cartório, o Tribunal Superior Eleitoral adota diversas camadas de proteção para garantir a integridade do voto. Entre elas, está a auditoria dos sistemas por entidades como partidos políticos, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Ministério Público.

“Os softwares são desenvolvidos pelo TSE e depois auditados. Há uma cerimônia de lacração, em que esses sistemas são verificados e registrados. Após a eleição, é possível conferir se o mesmo programa foi utilizado”, detalhou.

Outro ponto destacado é o isolamento das urnas. “É impossível invadir uma urna eletrônica, pois ela não tem acesso à internet, não possui Wi-Fi nem Bluetooth. É um equipamento totalmente isolado”, reforçou. Os dados ainda são protegidos por criptografia, garantindo o sigilo do voto e a fidelidade das informações apuradas.

Danilo também chamou atenção para a rapidez na divulgação dos resultados, uma das principais mudanças em relação ao antigo sistema manual. “Hoje, no mesmo dia da eleição, já sabemos quem são os eleitos. Antes, a apuração levava dias e gerava muitas dúvidas”, lembrou.

Apesar dos avanços, ele reconhece que ainda há circulação de desinformação sobre o tema, principalmente nas redes sociais. “Existem muitos boatos, especialmente em períodos eleitorais. Por isso, é fundamental buscar informações em fontes confiáveis, como os canais oficiais do TSE”, orientou.

Com informações: Carlos Valadares 

Por: Mayara Nailanne 

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