Naturalmente, em municípios pequenos, a rivalidade eleitoral toma ares sempre de revanchismos, inimizades, perseguições e até mesmo de intrigas. Tudo isso se dá em torno da vontade de se vingar daquele que foi opositor eleitoral no momento da disputa. Assim sendo, as explicações são diversas para justificar este fenômeno, para afirmar que “aos amigos tudo e aos inimigos a lei”. Se puder ser lei.
Quando se pensa assim, as propostas de palanques, as políticas públicas e a qualidade do gasto público não se encontram na esteira de possibilidades. Às vezes ocorre o contrário. Tipo: contrata-se alguém de menor qualidade por ter sido apoiador e desperdiça-se um grande potencial que vai contribuir para o alcance das metas propostas, por questão meramente eleitoral. Nisso moram algumas armadilhas. Uma delas é que, para ganhar, precisa do voto e, às vezes, a pessoa que votou a favor pode se chatear e não desejar mais seguir o candidato nas próximas eleições, por raiva das posições tomadas para a qualificação da política pública. Outra situação pode residir na lealdade que a pessoa que está entrando vai ter com a gestão e também com o grupo político que ora adentra. […]. O importante na gestão pública é entender que não se tem respostas fáceis para a complexidade que é governar. Mas, se o desejo é fazer o melhor, às vezes precisa contrariar alguns sentimentos de revanche e focar na entrega. Desagradar agora para apresentar os resultados positivos depois. Isso requer coragem. Muita coragem.
A política se vinga do político. O político que não desce do palanque é convidado a sair da gestão. O político que é somente gestão é desconvidado a subir ao palanque novamente. O emaranhado da política requer muita sabedoria. E isso deve vir com metas estabelecidas na gestão, foco nos resultados e buscas constantes de aceitação popular, para que não haja desencontros entre a política e a gestão. Mas, em nenhuma das atitudes tomadas, o fígado deve ser um parâmetro.
A raiva, o ódio, a vingança e outros tantos sentimentos desprezíveis não devem fazer parte do repertório e do cardápio do político. Por outro lado, o altruísmo, o amor, a sabedoria e o diálogo devem ser um orientador constante. Isso difere o político do eleito. Às vezes, o eleito não necessariamente é um político. Às vezes pensa na política numa ideia patrimonialista, totalitarista, revanchista e não no seu sentido amplo do que deve ser a política: a arte do diálogo e da construção coletiva.
A política é como a mensagem da esfinge: “decifra-me ou devoro-te”. Um grande recado.
As tensões, sugestões e ideias todas devem ser bem-vindas. Mas a decisão deve ser pautada no que é melhor para o povo, primeiramente, não deixando de levar em conta a política sempre. Por isso, a presença com as pessoas, ser acessível, ouvir todas as categorias sociais e estudar bastante devem formar parte da vida de um político. Se atualizar sempre acerca do momento vivido, olhando para o que já foi vivido e projetando o que se deseja viver.
Fazer política com vingança é semear maldades em terra fértil. Porque isso nasce e cresce. E, na hora que formos ao quintal pegar os frutos, teremos os frutos das sementes que plantamos. Quem planta manga não colhe jaca. A gente pode topar ser um gestor de um grupo ou ser o gestor de um povo. O que separa um do outro é o tamanho da nossa grandeza. Grandeza espiritual.
A gente tá de passagem e devemos entender o que estamos semeando em nossa passagem. Que fotografia a gente quer ter ao término dela. Isso deve orientar nosso que fazer.
Desconheço grandes líderes em que a vingança foi uma alternativa.
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