Uma operação da Polícia Civil da Bahia desarticulou, na manhã desta quinta-feira (5), uma organização criminosa especializada no furto de veículos de locadoras em Feira de Santana e Salvador. Batizada de “Operação Chave Mestra”, a ação foi coordenada pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic) e contou com apoio da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR) de Feira de Santana.
Em entrevista, o delegado José Marcos, titular da DRFR, explicou que foram cumpridos nove mandados de prisão, além de diversos mandados de busca e apreensão. Os alvos foram localizados em Salvador, Dias d’Ávila, Aracaju (SE) e Balneário Camboriú (SC). Um dos principais investigados, natural de Feira de Santana, foi preso em Aracaju.

Segundo o delegado, a investigação identificou um padrão recorrente no furto de veículos pertencentes a locadoras. “Começamos a perceber um número elevado de furtos de veículos novos, todos de locadoras. Como esses carros possuem chaves codificadas, não é um crime simples de executar. Isso chamou a atenção”, detalhou.
De acordo com as apurações, o grupo criminoso alugava veículos regularmente, instalava rastreadores clandestinos e providenciava cópias das chaves. Após devolverem os automóveis às empresas, os suspeitos passavam a monitorar a localização dos carros. Quando os veículos eram novamente locados a terceiros e estacionados em via pública, os criminosos utilizavam a chave reserva para subtraí-los sem levantar suspeitas.
“Era uma ação rápida, sem arrombamento. O criminoso entrava no carro como se fosse o proprietário e saía normalmente”, explicou José Marcos. Algumas dezenas de veículos teriam sido furtadas com esse mesmo método.
As investigações apontam ainda que o esquema movimentou milhões de reais. Segundo a polícia, apenas dois investigados teriam movimentado cerca de R$ 4 milhões em um ano.
Em Feira de Santana, foram cumpridos mandados de busca em uma loja de instalação de rastreadores e em um estabelecimento que confeccionava chaves automotivas. Os responsáveis ainda não foram presos, mas serão ouvidos. A polícia apura se eles tinham conhecimento da finalidade criminosa dos serviços prestados ou se agiram de boa-fé.
As vítimas do esquema foram tanto as locadoras, que tiveram veículos subtraídos, quanto clientes que estavam de posse dos automóveis no momento dos furtos. Além do transtorno, muitos perderam pertences pessoais deixados nos carros, como bolsas e celulares, e ainda precisaram arcar com o pagamento da franquia do seguro.
“Apesar de o veículo ter seguro, a franquia é de responsabilidade do cliente. Tivemos casos de pessoas que foram surpreendidas ao ter que pagar valores entre R$ 5 mil e R$ 7 mil”, destacou o delegado.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e dimensionar a totalidade dos prejuízos causados pelo grupo criminoso.
Com informações: Carlos Valadares
Por: Mayara Nailanne
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