Durante o workshop, o investigador Marlio Matos, integrante da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE), apresentou uma simulação prática baseada em situações reais de confronto.
De acordo com ele, um dos erros mais comuns cometidos por profissionais de imprensa é a exposição desnecessária durante incursões policiais. “Muitas vezes o repórter acompanha a equipe sem observar critérios mínimos de segurança, ficando em área aberta ou sem abrigo contra disparos”, explicou.
O investigador reforçou que o objetivo do treinamento não é limitar o trabalho da imprensa, mas conscientizar sobre a importância da autopreservação. “O direito à informação é constitucional, mas o princípio da preservação da vida deve estar acima de tudo. O profissional precisa estar seguro para exercer seu trabalho com qualidade”, afirmou.
Marlio destacou que operadores da CORE passam por cerca de quatro meses de treinamento especializado, com formação em progressão em áreas de risco, resgate de reféns, tiro tático, mergulho, paraquedismo e explosivismo. Segundo ele, a tensão demonstrada na simulação é compatível com a realidade das operações.
“O cuidado é permanente, com os colegas de equipe e com a comunidade. E o repórter também faz parte dessa comunidade”, concluiu.
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