Quinta, 26 de Fevereiro de 2026 13:05
75 98251-4963
Geral Produtos íntimos

Anvisa proíbe mais de 150 produtos íntimos e géis estimulantes no Brasil

Itens como “Jumentão” e “Uzempica” eram comercializados sem regularização sanitária, segundo a agência

26/02/2026 10h03
Por: Carlos Valadares
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão e a proibição da comercialização, fabricação, importação, distribuição, propaganda e uso de mais de 150 produtos vendidos como géis para massagem corporal, lubrificantes íntimos e extratos energéticos da empresa Marcos Marciano Wagner EPP.

Diversos itens eram comercializados sob a marca “Segred/Secret Love”. A medida foi publicada nesta quarta-feira (25) no Diário Oficial da União e se aplica a todos os produtos fabricados pela empresa.

Segundo a agência, os itens não poderiam ter sido notificados como cosméticos, já que parte deles é destinada ao uso interno. Por esse motivo, os registros foram cancelados.

A Anvisa afirma que os produtos não estavam devidamente regularizados e descumpriam exigências estabelecidas em resoluções sanitárias mais recentes. Na prática, isso significa que os itens não passaram por avaliação adequada de segurança, qualidade e finalidade declarada.

A decisão proíbe todos os produtos comercializados pela empresa. Entre eles estão géis de massagem com apelo sexual ou estimulante, aromatizantes corporais e extratos energéticos vendidos sob diferentes nomes comerciais.

Entre as linhas citadas estão: “Secret Love”, “Black Ice”, “Kama Sutra”, “Jumentão”, “Uzempica”, “Hot Ice” e “Turbo Gel”. A determinação vale para todos os lotes dos produtos listados.

A Anvisa alerta que produtos íntimos e estimulantes vendidos sem registro podem apresentar composição desconhecida ou não declarada, presença de substâncias irritantes ou medicamentosas não autorizadas, além de risco de reações alérgicas, queimaduras químicas e infecções.

A agência também destaca que esses itens podem não seguir padrões adequados de controle de qualidade na fabricação. Por isso, reforça que apenas produtos devidamente regularizados podem ser comercializados no país.

Consumidores que já tenham adquirido os produtos devem suspender o uso e procurar orientação médica caso apresentem reações adversas. Denúncias podem ser encaminhadas às vigilâncias sanitárias locais.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.