O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta médica no início da noite desta quinta-feira (1º de janeiro de 2026), após passar sete dias internado no Hospital DF Star, em Brasília. Após a realização de exames de sangue e uma avaliação clínica final, o ex-mandatário deixou a unidade hospitalar por volta das 18h40 em um comboio, sendo transferido diretamente de volta para a Superintendência da Polícia Federal, onde cumpre pena.
Durante o período de internação, Bolsonaro foi submetido a quatro procedimentos cirúrgicos, incluindo a correção de uma hérnia inguinal bilateral. O quadro de saúde também exigiu intervenções para controlar crises persistentes de soluços, com o bloqueio do nervo frênico.
Além disso, exames de polissonografia diagnosticaram uma apneia do sono severa, o que fundamentou a recomendação médica para o uso contínuo de um aparelho CPAP (pressão positiva nas vias aéreas) durante o sono na carceragem.
A alta hospitalar ocorre após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, negar um pedido da defesa para a conversão da prisão em regime domiciliar. Segundo a decisão, não foram apresentados requisitos legais que justificassem a medida, uma vez que o boletim médico indicava melhora e estabilidade clínica para o retorno à custódia.
O ex-presidente seguirá sob tratamento medicamentoso, que inclui o uso de antidepressivos e acompanhamento para refluxo gastroesofágico (esofagite e gastrite).
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