A Polícia Federal, com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU/BA), deflagrou nesta quarta-feira (1º/10) a Operação FALSACOOP, que apura supostos ilícitos envolvendo a contratação de uma cooperativa pelo município de Feira de Santana para prestação de serviços de locação de mão de obra em unidades de assistência social.
As investigações indicam que a cooperativa funcionava como fachada, intermediando mão de obra e executando contratos com superfaturamento, prejudicando o Fundo Nacional de Assistência Social e os fundos municipais de Saúde e Educação, entre 2015 e 2021. Também foram identificadas fraudes em licitação e operações financeiras para ocultar a origem ilícita dos recursos.
Entre 2015 e 2020, a cooperativa recebeu mais de R$ 63 milhões, com superfaturamento estimado em R$ 8,5 milhões. Parte desses valores foi transferida a indivíduos ligados à direção da entidade e a empresas controladas por eles.
Durante a operação, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em Salvador, Feira de Santana, Jacobina (BA) e Joinville (SC), além do bloqueio de mais de R$ 8 milhões, determinado pela 17ª Vara Criminal da Seção Judiciária da Bahia.
A ação visa identificar todos os envolvidos e responsabilizar os autores pelos crimes, fortalecendo a proteção do patrimônio público e a integridade da administração municipal.
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