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Política 'banho de sangue

Trump fala em 'banho de sangue' se for derrotado e vira piada de Biden por frase sem sentido

"Se eu não for eleito, será um banho de sangue para todos, isso será o mínimo. Será um banho de sangue para o país", afirmou, em outro momento, em meio a uma fala a respeito da imposição de tarifas sobre carros importados.

18/03/2024 06h36
Por: Carlos Valadares
Foto: Reprodução / @realdonaldtrump
Foto: Reprodução / @realdonaldtrump

O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump fez um discurso no sábado (16) no qual chamou imigrantes de "animais", afirmou que o país será palco de um "banho de sangue" caso ele não ganhe as eleições de novembro e disse uma frase sem sentido que virou munição para seu adversário, o presidente Joe Biden.
 

A fala, feita ao ar livre a milhares de apoiadores em Ohio em meio a fortes ventos, foi interrompida em alguns momentos pela aparente queda de energia dos teleprompters. O evento aconteceu em apoio à candidatura de Bernie Moreno ao Senado nas primárias republicanas que acontecem na terça-feira (19) no estado, mas serviu também para animar as bases trumpistas.
 

O ex-presidente abriu seu discurso elogiando os condenados pela invasão do Capitólio em 6 de janeiro de 2021, quando apoiadores do republicano tentaram impedir a certificação da vitória de Biden. Após chamá-los de "reféns" e "patriotas", Trump prometeu ajudá-los caso seja eleito na votação deste ano.
 

A alternativa é vista de forma apocalíptica pelo favorito do Partido Republicano para concorrer em novembro --"não creio que teremos outra eleição, ou certamente não teremos uma eleição que seja significativa", afirmou Trump sobre um eventual cenário de derrota.
 

"Se eu não for eleito, será um banho de sangue para todos, isso será o mínimo. Será um banho de sangue para o país", afirmou, em outro momento, em meio a uma fala a respeito da imposição de tarifas sobre carros importados.
 

Questionada pela agência de notícias Reuters sobre essa última frase, a campanha de Trump indicou uma postagem no X de um jornalista do New York Times. Na publicação, o profissional apenas dizia que o comentário aconteceu em meio a uma discussão sobre a indústria automobilística dos EUA e a economia.
 

Já o porta-voz da campanha de Biden, James Singer, condenou o "extremismo" de Trump. "Ele quer outro 6 de Janeiro, mas o povo americano vai lhe dar outra derrota eleitoral neste novembro, porque continua rejeitando seu extremismo, seu gosto pela violência e a sua sede de vingança", afirmou.

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