Um homem foi preso nesta quinta-feira (28) em Feira de Santana, durante uma operação policial contra um grupo suspeito de extorquir autoridades, servidores públicos e outras pessoas, que pagavam para acessar grupos de compartilhamento de material pornográfico pela internet. Outra pessoa investigada é considerada foragida no estado.
Intitulada de Cyber Shield, a operação foi deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal e conta com apoio das polícias civis de São Paulo e da Bahia, além do Ministério da Justiça.
Ao todo, 10 mandados são cumpridos – cinco de prisões temporárias e cinco de mandados de busca e apreensão – em Pirituba (SP), São Paulo, Feira de Santana e Salvador. Além da prisão na Bahia, outras três pessoas foram detidas durante o cumprimento dos mandados, em São Paulo.
De acordo com as investigações, os principais alvos do grupo eram funcionários públicos que atuam em cargos importantes no Distrito Federal, além de seus parentes. Governadores e secretários estaduais também foram vítimas. Os nomes não foram divulgados, mas alguns deles, segundo a polícia, chegaram a fazer transferências de até R$ 20 mil.
➡️ Os autores atraíam as vítimas por meio do Telegram vendendo pacotes ou supostos pacotes de conteúdo adulto;
➡️ O comprador do pacote deixava registrados seus dados bancários;
➡️ Os suspeitos usavam data brokers – empresas que coletam informações pessoais sobre consumidores e as vendem para profissionais de marketing e outros negócios – e assim tinham acesso aos dados pessoais das vítimas;
➡️ Os criminosos passavam, assim, a ameaçar divulgar os dados na internet se não houvesse o pagamento de determinada quantia;
➡️ O “pacote” vendido pelos suspeitos contava com material pornográfico, inclusive infantil, e zoofilia.
Esquema
As investigações apontam que o grupo identificava a vítima e buscava dados sobre ela, com base em informações sigilosas de sistemas de polícias estaduais. Em seguida, durante as conversas com esses alvos, os suspeitos exigiam transferências via PIX.
A Polícia Civil aponta que os suspeitos podem responder por crimes de organização criminosa, extorsão e invasão de dispositivo informático.
As pessoas que procuraram a polícia para denunciar a extorsão também vão ser investigadas. Caso tenham baixado ou compartilhado material pornográfico, elas podem responder por crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
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