Mesmo após três disputas envolvendo Zé Ronaldo (União) versus o deputado federal Zé Neto (PT), Feira de Santana deve reeditar o embate em 2024. De um lado, o ex-prefeito feirense não desmente o interesse, mas descarta tratar do assunto. Do outro lado, o petista já teve seu nome aprovado pelo diretório do partido e é o pré-candidato do grupo oposicionista na cidade.
Ao todo, Zé Neto já tentou o comando da cidade seis vezes, sendo que três dessas derrotas foram no primeiro turno contra Zé Ronaldo. Para o cientista político Cláudio André, o fato do governador Jerônimo Rodrigues (PT) ter tido ligação com a Princesinha do Sertão pode gerar impacto na eleição.
“É a primeira vez desde João Durval que a Bahia tem um governador ligado a Feira de Santana. Jerônimo tem base na cidade, por ter sido professor da UEFS. Por isso, Feira deve ser tratada como prioridade. Até porque, é o segundo maior colégio eleitoral. Ambos os lados vão colocar todas as fichas para vencer na cidade”, analisou, em entrevista ao Metro1.
“Gosto apetitoso”
Ao Metro1, o pré-candidato petista disse que uma vitória em Feira de Santana terá um “gosto apetitoso”. O deputado federal fez questão de ressaltar que o governo estadual já investiu mais de R$160 milhões na cidade.
“A eleição de Feira é uma das mais importantes porque Jerônimo tem uma raiz muito forte na cidade. Ele não é natural da cidade, mas é como se fosse feirense de coração. Com essa carga, Feira vai ter uma importância natural por ser a segunda maior cidade, mas também para Jerônimo vai ter um gosto mais apetitoso”, afirmou.
Já o ex-prefeito feirense disse que tem “visitado muita gente” para sondar a viabilidade de sua candidatura. “Eu tenho dito que só defino minha candidatura entre dezembro e janeiro, porque uma candidatura ao Executivo precisa de um apoio. Não é só um desejo pessoal. Eu tenho visitado muita gente, ouvindo e escutando as pessoas, mas não é uma questão de desejo pessoal. Precisa ser respaldado pela sociedade em análises técnicas de qual nome o povo quer”, afirmou.
Terceira via?
Ao Metro1, Zé Ronaldo ainda defendeu a unificação do grupo. Lembrou que, no pleito de 2020, houve uma pulverização de candidatura, o que, na visão dele, levou a eleição municipal ao segundo turno. Entretanto, o deputado estadual Pablo Roberto (PSDB), que integra o grupo governista da cidade, também deseja disputar a prefeitura feirense.
“O prefeito [Colbert Martins, do MDB] tem pregado o discurso de unidade, mas enquanto eles não decidem qual caminho, eu já começo a conversar. Política não pode ser decidida no ano eleitoral. Não é só escolher partido, montar chapa. É criar um plano para a cidade”, ressaltou. ”Precisamos de nomes novos para não ficar nessa mesma disputa em Feira. Eu nunca escondi que tenho o sonho de ser prefeito de Feira”, acrescentou Pablo Roberto.
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