O ex-deputado federal Daniel Silveira foi indiciado nesta quarta-feira, 30, pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) por quebrar a tornozeleira eletrônica que utilizava.
Silveira alegou que rompeu a tornozeleira por acreditar que havia uma escuta no equipamento. No entanto, exames periciais negaram que o objeto tivesse sido adulterado.
Caso a Justiça aceite a acusação feita pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado da PCDF, Silveira pode se tornar réu novamente e responder pelo crime de dano, com pena de um a seis meses de prisão.
Condenação
Daniel Silveira cumpre pena integralmente, de oito anos e nove meses de prisão, no Rio de Janeiro desde o final de maio deste ano.
A condenação refere-se a um vídeo publicado por ele em fevereiro de 2021 nas redes sociais com xingamentos, ameaças e acusações contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Ele chegou a ser perdoado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que editou um decreto da graça constitucional em abril de 2021. Mas, em maio deste ano, o STF invalidou a decisão, e a preventiva que ele cumpria à época foi convertida em prisão por execução de pena.
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