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Fiocruz aponta que não há risco de desenvolvimento da forma grave da cólera em lagoa de Feira

Os pacientes com suspeita da doença devem procurar as policlínicas municipais, Unidades de Pronto Atendimento (UPA) ou as Unidades de Saúde da Família (USFs)

15/04/2023 10h24
Por: Carlos Valadares
Fiocruz aponta que não há risco de desenvolvimento da forma grave da cólera em lagoa de Feira

O Comitê de Enfrentamento e Ações de Combate à Cólera esteve reunido para atualização da investigação e análise dos resultados de amostras realizadas no início deste mês. O encontro foi realizado na Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

O laudo enviado pela Fundação Oswaldo Cruz- Fiocruz, no Rio de Janeiro, detectou que o vibrião colérico não tem potencial para liberar a endotoxina capaz de causar a cólera. Sendo assim, não há risco de desenvolvimento da forma grave da doença, que pode gerar choque hemorrágico e convulsões.

“Todas as coletas da água e dos peixes já foram feitas. No momento, estamos aguardando o resultado de uma coleta que foi efetuada no dia 10 de abril e enviada para o Laboratório Central de Saúde Pública do Estado (Lacen). Trata-se de um ponto-chave para saber onde está o início da contaminação”, relatou a enfermeira integrante do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância e em Saúde (CIEVS).

Participaram da reunião os representantes do CIEVS municipal e estadual, Vigilância Epidemiológica, Vigilância Sanitária, coordenação das Policlínicas Municipais, Secretaria Municipal do Meio Ambiente e a Dra. Hilda Talma que atua na Universidade Federal do Recôncavo Baiano.

Entenda o caso

No último dia 17 de fevereiro, a Lagoa do Geladinho, situada no Parque Radialista Erivaldo Cerqueira, foi interditada por conta da água estar contaminada pelo agente causador da cólera, Vibrio cholerae. O resultado foi atestado pelo Lacen após investigação de duas amostras de água da lagoa, diante da ocorrência da morte de peixes da espécie Akari (Cascudo).

Desde a confirmação, o Comitê vem desenvolvendo ações de rastreamento e controle da doença bacteriana infecciosa intestinal que pode ser fatal, quando não tratada adequadamente.

Os pacientes com suspeita da doença devem procurar as policlínicas municipais, Unidades de Pronto Atendimento (UPA) ou as Unidades de Saúde da Família (USFs) vinculadas ao programa Saúde na Hora – esta última com funcionamento de segunda a sexta-feira, das 8h às 21h.

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