O ex-presidente Jair Bolsonaro enviou um recado duro ao presidente do PL, Valdemar Costa Netto, através de dois parlamentares do partido: a família simplesmente não aceita uma candidatura de Michelle Bolsonaro a qualquer cargo majoritário. Segundo Bolsonaro, a insistência de Costa Neto em incensar uma eventual candidatura de Michelle "a qualquer cargo majoritário" pode "levar ao rompimento" do bolsonarismo com o PL.
Aos intermediários desse recado Bolsonaro disse que Michelle só seria candidata se o casal se separasse. Ele argumenta que os filhos não aceitam "de jeito nenhum". Bolsonaro, e os filhos Flávio, Eduardo e Carlos acreditam que a mídia e setores não bolsonaristas do conservadorismo tentam fortalecer outras candidaturas para evitar a volta do ex-presidente e dos filhos ao poder.
Bolsonaro, e os filhos Flávio, Eduardo e Carlos acreditam que a mídia e setores não bolsonaristas do conservadorismo tentam fortalecer outras candidaturas para evitar a volta do ex-presidente e dos filhos ao poder.
Entre os aliados do ex-presidente, o vereador carioca Carlos Bolsonaro (Republicanos), seu segundo filho do primeiro casamento, é considerado o mais antipático da família. Mas o mais velho, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e o terceiro filho, deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), são vistos como o maior empecilho a novas lideranças no bolsonarismo.
Eles tentam manter sob rígido controle os diretórios regionais de seus partidos e até de legendas aliadas, tratando Bolsonaro como a única liderança possível. Até mesmo os governadores de São Paulo, Tarcisio de Freitas (Republicanos), e do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), aliados formais do presidente, são tratados por eles como possíveis adversários.
Valdemar Costa Neto sabe disso e imaginou que uma eventual candidatura de Michelle a um cargo majoritário, inclusive a Presidência da República, poderia servir de algodão entre os cristais do bolsonarismo radical com os aliados conservadores. Mas já entendeu que terá problemas. Agora pretende desenhar uma nova estratégia para utilizar a ex-primeira-dama no partido. Ela deve permanecer como presidente do PL-Mulher, mas não será mais incensada para uma candidatura majoritária.
Pelo menos por enquanto. No futuro, quem sabe? Vai que o casal se separe, de fato ou politicamente?
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