O número de mulheres que adotam o sobrenome do marido no casamento caiu mais de 86% na Bahia. A porcentagem é referente aos dados de 2022, conforme foi informado pela Associação dos Registradores Civis das Pessoas Naturais do Estado da Bahia (Arpen – BA).
Em 2002, quando o Código Civil vigente foi publicado, a maioria das mulheres que casavam no estado, adotavam o nome dos maridos. O índice chegou 63,53% naquele ano.
Ao longo das décadas, a escolha caiu paulatinamente. Entre 2002 e 2010, a média de mulheres que escolhiam ter o sobrenome do marido era de 57,1%, quando na década seguinte, entre 2011 e 2020, este percentual passou a ser de 15,7%.
Atualmente, a maior parte dos noivos (89,56%), homens e mulheres, escolhem seguir com os sobrenomes originais de suas famílias.
Sobrenome da esposa
Apesar de ser permitido, pouquíssimos homens decidem adotar os nomes de suas esposas na Bahia. Em 2022, o índice foi de apenas 0,2%.
O percentual que atingiu o ponto máximo em 2009, quando foi a opção em 0,48% dos casamentos.
A mudança dos sobrenomes por ambos os cônjuges no casamento representou, em 2022, 1,81% das escolhas, tendo atingido seu pico em 2009, quando foi opção em 6,31% das celebrações.
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