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Geral Lagoa do Geladinho

Lagoa do Geladinho é interditada por ter água contaminada

Estiveram acompanhando a interdição os técnicos da Vigilância Sanitária (Divisa), Secretaria Municipal de Saúde, Secretaria de Meio Ambiente, vereadores, e o Núcleo Regional de Saúde (NRS).

17/02/2023 11h02 Atualizada há 3 anos
Por: Carlos Valadares
Foto: Carlos Valadares
Foto: Carlos Valadares

Página de Notícias 

Na manhã desta sexta-feira (17), A prefeitura municipal de Feira de Santana interditou a Lagoa do Geladinho, situada no Parque Radialista Erivaldo Cerqueira, no bairro Baraúnas. A interdição aconteceu após descoberta da presença do vibrião colérico, bactéria causadora da cólera, nas águas da lagoa e possível contaminação dos peixes que habitam o local

Estiveram acompanhando a interdição os técnicos da Vigilância Sanitária (Divisa), Secretaria Municipal de Saúde, Secretaria de Meio Ambiente, vereadores, e o Núcleo Regional de Saúde (NRS).

O prefeito de Feira de Santana, Colbert Martins, achou por bem  a interdição da lagoa e orientou que nenhum peixe seja pescado do local. “Há uns 20 a 30 dias houve uma grande mortandade de peixes em várias áreas de Feira de Santana, e a Vigilância Sanitária do município buscou identificar aonde esses peixes tinham morrido e as causas. Com o Lacen (Laboratório Central) foram coletadas águas e uma espécie de peixe para ser feita a análise. Ontem recebemos a informação e o laudo de que existe o vibrião colérico na água desta lagoa. Nas outras coletas, não temos informação.”

Ainda segundo o prefeito, em caso de contaminação por humanos, a bactéria pode se disseminar rapidamente, causando uma grande epidemia. “O vibrião colérico causa a cólera, que está extinta no Brasil. Um só caso de cólera é razão para causar uma epidemia e tem que ter o conhecimento de órgãos, como a Organização Mundial da Saúde e outros. Portanto, a importância de nós pedirmos a divulgação de todos vocês de que essa água não poderá ser utilizada, como já não é normalmente feito, nem para a pesca. Às vezes acontece aqui à noite a invasão dessa área do parque e pessoas pescam”, explicou. .

O diretor do Departamento de Planejamento e Educação Ambiental, João Dias, informou que interdição é necessária pois a cólera é uma bactéria que pode contaminar pessoas se tiverem contato com a água. "Visto que aqui no parque tem aves e as pessoas acabam pegando nesses animais, pois são animais aquáticos e depois a pessoa levar essa mão a boca a pessoa é contaminada, por isso, a necessidade de interditar o parque", salienta. 

O coordenador-geral do NRS, Edy Gomes, destacou que está à disposição do município para prestar toda a assistência e esclarecimento que for necessário. “A cólera é uma doença de interesse internacional, e o estado não poderia estar isento disso, dando o apoio e as orientações que se fizerem necessárias ao município, que tem técnicos extremamente competentes e capacitados, mas estamos de sobreaviso para dar qualquer orientação. É um trabalho conjunto do Núcleo Regional de Saúde, através das Vigilâncias Epidemiológicas do estado e do município, em uma força-tarefa de orientações que se fizerem necessárias. É uma doença grave e que tem uma capacidade absurda de disseminação e contaminação por parte das pessoas.”, informa. 

O vereador Jurandy Carvalho, que por muito tempo acompanhou a associação de pescadores do distrito de Ipuaçu, falou que essa situação traz muita preocupação para a categoria que esta as margens do Rio Jacuípe ."Essa lagoa desagua no Rio Jacuípe e eu venho chamado atenção por muito tempo, pois existes diversas redes de esgoto ligadas aos riachos de Feira de Santana. São milhares de pescadores que não só pescam, mas utilizam a água para banho e até beber e isso traz uma serie de complicações", salienta.

Com informações: Carlos Valadares

Por: Mayara Silva 

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