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Por falta de provas acusados de homicídio são absolvidos em júri realizado em Feira de Santana

É necessário a certeza mínima, então a dúvida vai sempre beneficiar os acusados foi por isso que nós pedimos a absolvição

08/02/2023 07h20 Atualizada há 3 anos
Por: Carlos Valadares Fonte: Página de Notícias

foto Carlos Valadares

Página de Notícias

No primeiro júri de 2023 realizado nesta terça feira (7), no Fórum Desembargador Filinto Bastos em Feira de Santana, dois réus foram julgados acusados por homicídio,  tendo como vítima  Edcarlos Santos de Jesus, 21 anos, morto no dia 24 de fevereiro de 2021 no bairro Sitio Novo.

Segundo consta nos autos do Ministério Público, o crime foi cometido por José Carlos Ferreira Santos, apontado como autor dos 7 disparos por arma de fogo e Filipe Sena Santos condutor da moto. A vítima foi assassinada quando transitava por volta das 14 horas pela rua sitio novo.

A promotora de justiça, Isabel Adelaide, pediu a absolvição dos réus alegando várias contradições com relação aos depoimentos. Segundo ela,  na delegacia as pessoas disseram uma coisa e em juízo disseram outra coisa,  as testemunhas afirmam que os criminosos estavam encapuzados, outra hora nega. “Então isso tudo pesa para efeito de condenação, é necessário a certeza mínima, então a dúvida vai sempre beneficiar os acusados foi por isso que nós pedimos a absolvição “disse.

De acordo com Isabel Adelaide, o pedido de absolvição não é que porque nos convencemos que os acusados são inocentes, mas porque não estávamos com a certeza necessária para condenar. Finalizou.

foto Carlos Valadares

Para o advogado Thaísio Antônio,  que defendeu José Carlos,  atribuiu a absolvição a falta de provas. "Houve falta de zelo por parte da autoridade policial, não só para apontar quem são os autores, mas eles poderiam ter feito mais,  como por exemplo a quebra do sigilo do celular do réu para saber por onde ele passou", pondera.

“José Carlos ficou preso por 2 anos e 4 meses injustamente sob a alegação que o capacete encontrado teria sido usado por ele que só foi apresentado hoje por que eu fui diligenciar a apresentação deste capacete”.

 

O advogado Rafael Esperidião defendeu o acusado Filipe Sena, ele concordou com o MP em pedir a absolvição dos réus “Saímos daqui satisfeitos, sendo aplicado na data de hoje a justiça de um processo que veio durando dois anos, faltou aprofundamento por não ouvir algumas testemunhas que foram citadas durante todo o inquérito,  ficou faltando isso. Realmente deixou várias lacunas.

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Atuaram na defesa dos acusados os advogados Paulo Henrique, Danilo Silva, Rafael Esperidião e Thaisio Antônio.

Representado o Ministério Publico a promotora de justiça Isabel Adelaide e na presidência na presidência a juíza doutora Marcia Simões Costa.

Já estão agendados juris para réu preso até 15 de junho e soltos até dezembro.

Por Carlos Valadares

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