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Urologista explica como se exercitar pode contribuir para diminuir a disfunção erétil

O especialista ainda salienta que, com a atividade física, o corpo proporciona a necessária modulação hormonal, por meio da qual o organismo consegue dar uma melhor resposta a ereção

25/01/2023 12h48
Por: Carlos Valadares
Urologista explica como se exercitar pode contribuir para diminuir a disfunção erétil

​Dados dos Institutos Nacionais da Saúde informam que 43% das mulheres e 31% dos homens possuem algum tipo de disfunção sexual, sendo que a obesidade e a falta de exercícios físicos são apontadas, muitas vezes, como as principais responsáveis. De acordo com o urologista Eduardo Cerqueira, são evidentes os benefícios relacionados à atividade sexual quando ocorre a prática regular da atividade física: ganhos diretos, principalmente no sentido cardiocirculatório, afinal, a atividade sexual também é uma atividade física, “então, se você tem uma resistência física maior, um vigor físico maior, você vai conseguir ter um desempenho sexual também melhor”, explicou o especialista, acrescentando que, para aqueles que sofrem com o problema da disfunção erétil, o exercício físico vem como um grande aliado.

O especialista ainda salienta que, com a atividade física, o corpo proporciona a necessária modulação hormonal, por meio da qual o organismo consegue dar uma melhor resposta, ou seja, há uma maior sensibilidade dos tecidos aos hormônios o que faz com haja o chamado desejo ou impulso sexual de forma que propicie a pessoa a estar propensa a realizar a atividade sexual. É importante lembrar que um dos grandes programas que cercam as pessoas do sexo masculino é a chamada disfunção erétil, a qual pode ter como causa desde questões fisiológicas até emocionais.

“A própria cobrança da sociedade de que o homem sempre seja 100 por cento, ou problemas financeiros e familiares, ou mesmo alguma insatisfação com o corpo, tudo isso pode resultar no que muitos chamam de “falhar na hora H””. A atividade física, conforme o urologista, vem como uma aliada modulando hormônios, liberando principalmente endorfinas, serotonina e dopamina, trazendo bem estar para esse indivíduo, não somente físico, mas emocional e mental. “Sem falar na sua autoestima que melhora e, consequentemente, sua performance também responde da mesma forma”, frisou o especialista. Os exercícios que estão relacionados a manter um bom condicionamento físico e, consequentemente, uma boa atividade sexual, são os exercícios aeróbicos justamente porque são os exercícios que mais queimam a gordura no sangue, protegem os vasos sanguíneos e queimam a gordura corporal. É necessário ressaltar que a gordura pode produzir hormônios que vão interferir no desempenho e desejo sexual. “Então se você tira mais gordura desse paciente, ele vai ter uma modulação melhor e, consequentemente, um desempenho sexual melhor”.

​Eduardo Cerqueira faz questão de frisar que não existe um exercício específico para o aumento da testosterona. Porém, a ótima notícia é que a atividade física, a exemplo da musculação tem o efeito modulador importante, pois, o fato de existir carga no exercício favorece o aumento da massa muscular e também a deposição de cálcio nos ossos tornando estes mais fortes. Esta é uma ação com a qual a testosterona está interligada. “A gente percebe que, nesses pacientes, a gente tem uma modulação hormonal melhor. Então, a prática de um exercício físico aeróbico associado a um exercício de carga vai melhorar bastante a questão sexual do paciente nitidamente”.

 

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