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Com a disparada de infecções da Covid-19 nas primeiras semanas de janeiro, o Brasil voltou a ocupar o ranking dos dez países com mais atualizações de casos. Ao registrar quase 98 mil novos pacientes que tiveram resultado positivo para a doença em 24 horas, o Brasil está na sétima posição internacional. Mesmo antes de encerrar a segunda semana epidemiológica de 2022, o total de novos registros já é 50% superior ao acumulado da semana anterior.
Entre 9 e 13 de janeiro, o país somou 315.392 novos casos, enquanto na primeira semana epidemiológica o total foi de 208.018, um aumento de 52%, sem contabilizar dois dias dos dados faltantes para encerrar o acumulado dos sete dias. “O Brasil hoje se encontra em alerta de nível 3”, afirmou o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros, em coletiva nesta sexta-feira (14).
O índice, como explicou Medeiros, significa que o país registrou de 151 a 499 casos por 100 mil habitantes em 14 dias. O pior patamar é o 4, em que a conta é de 500 infecções ou mais por 100 mil pessoas. Este é o caso de Alemanha, Austrália, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Eslovênia, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda, Israel, Itália, Luxemburgo, Portugal, Reino Unido, República Tcheca, Suécia, Suíça e Turquia, países que estão com um pior indicador em relação ao Brasil, nesta ordem.
No cenário internacional, no entanto, as atualizações brasileiras começam a despontar novamente, colocando o país em sétimo lugar em maior número de casos em 24 horas. Somente Estados Unidos, França, Índia, Itália, Argentina e Reino Unido ficam na frente. Os técnicos do Ministério da Saúde atribuem a situação atual à transmissão comunitária da Ômicron. O Brasil já identificou 781 casos da Ômicron, sendo o 20º país com mais registros da variante.
“Desde a última semana epidemiológica de 2021, observamos um aumento bastante significativo no número de casos na média móvel no Brasil”, admite Medeiros. Por outro lado, o secretário pondera que há “uma dicotomia entre a evolução no número de casos em relação ao número de óbitos”.
Apesar do aumento na pressão ao sistema de saúde e da procura por leitos de UTI, as mortes por Covid-19 têm se mantido constantes nas últimas quatro semanas, destacou o secretário. “Temos 128 novos óbitos, o que representa um aumento de 0,78% em relação à semana anterior”. Já a taxa de mortalidade está em 295,3%, um aumento de 0,14%. Desde o início da pandemia o Brasil acumula mais de 620,5 mil mortes e 22,8 milhões de casos confirmados.
De acordo com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, o descompasso entre o crescimento de casos e o de mortes se dá graças ao avanço da vacinação contra a Covid-19. “A expectativa é que não exista uma pressão tão grande no atendimento hospitalar e nas internações e terapias intensivas. O Brasil tem uma campanha de vacinação bem avançada”, disse a jornalistas, nesta sexta (14). Segundo a pasta, o país vacinou com as duas doses mais de 84% da população acima de 12 anos, e 20 milhões de doses de reforço foram aplicadas.
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