Para o técnico da seleção brasileira, Tite, o início da equipe nas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo do Catar (2022) superaram as suas expectativas (o Brasil venceu todas as suas partidas nas quatro rodadas iniciais). Em entrevista à Federação Internacional de Futebol (Fifa), o treinador também falou da mudança do papel de Neymar na equipe.
“A qualidade que mostramos em três dos jogos superou minhas expectativas, e contra a Venezuela lutamos muito. É um processo de crescimento. Os pontos refletem o desempenho da equipe, e nosso total me impressiona”, diz o treinador, que prevê dificuldades nas próximas rodadas da competição, quando enfrenta a Colômbia e a Argentina. “São dois jogos muito importantes. As eliminatórias são muito equilibradas. Os dois jogos contra a Colômbia nas últimas eliminatórias foram, tecnicamente, os dois melhores jogos que disputamos [...]. E a Argentina tem ótimos jogadores. Para mim, Brasil e Argentina, além de ser uma eliminatória da Copa do Mundo, é outra competição em si”, afirma.
Na entrevista o treinador também foi questionado sobre aquele que é considerado o líder técnico da seleção, o atacante Neymar, do PSG (França). Tite avalia que o camisa 10 da seleção brasileira mudou a sua forma de jogar, deixando de ser apenas um jogador de conclusão de jogadas, para ajudar também na criação: “Ele expandiu sua área de atuação, e, além de artilheiro, cria jogadas para os outros. Agora é o que chamamos de arco e flecha”.
Ao falar do seu camisa 10, o treinador revela seus votos para o prêmio de melhor jogador do mundo. E Neymar aparece na primeira posição. “Antes de se machucar, Neymar estava, mesmo para seus próprios padrões, em uma forma fantástica. Lewandowski [o segundo jogador em quem votou] é um atacante incrível. De Bruyne [o terceiro] é capaz de fazer coisas que outros não podem. Sua improvisação, sua determinação. Adoro vê-lo jogar”, afirma Tite.
Além disso, o comandante do Brasil é questionado sobre as melhores seleções da atualidade. E Tite afirma que merecem destaque a Itália, que “tem um equilíbrio maior entre o jogo defensivo [caracteristicamente, historicamente pelo que são conhecidos] e o jogo ofensivo”, a Bélgica, que “tem essa grande geração [...], tem um grande talento individual e um dos jogadores mais talentosos do mundo, De Bruyne”, e a França, que “também é muito forte”.
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