A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,2% no trimestre encerrado em setembro de 2026, o menor patamar para o período desde o início da série histórica, em 2012. O resultado representa uma redução de 0,2 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, quando o indicador estava em 5,4%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da PNAD Contínua.
O país encerrou setembro com 5,6 milhões de pessoas desempregadas, uma queda de 4% em relação ao trimestre anterior, equivalente a 234 mil pessoas. Já a população ocupada chegou a 103,6 milhões, o maior contingente da série histórica, após crescimento de 0,6% em três meses. O nível de ocupação também bateu recorde, alcançando 59%.
Entre os setores econômicos, a construção registrou o maior crescimento da ocupação no trimestre, com alta de 2,8% e a entrada de 210 mil trabalhadores. Na comparação anual, os destaques foram transporte, armazenagem e correio, com avanço de 6,9%, e atividades ligadas à administração pública, educação, saúde e serviços sociais, que cresceram 2,1%.
O rendimento médio real habitual dos trabalhadores ficou em R$ 3.790, estável em relação ao trimestre anterior. Na comparação com o mesmo período de 2025, houve aumento de 3,6%. A massa de rendimento, que reúne os ganhos de todos os trabalhadores, também atingiu recorde, chegando a R$ 387,5 bilhões.
Apesar da queda do desemprego, o número de pessoas que desistiram de procurar trabalho aumentou 7,5% no trimestre, chegando a 2,5 milhões. A taxa de informalidade ficou em 37,5% da população ocupada, o equivalente a 38,8 milhões de trabalhadores.
A próxima divulgação da PNAD Contínua, referente ao trimestre encerrado em outubro, está prevista para 27 de novembro.
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