O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou novamente a suspensão das atualizações do canal “Exército do Lula”, no WhatsApp. Em decisão desta terça-feira (13), o magistrado condicionou a retomada das publicações e a entrada de novos seguidores à comunicação formal do endereço eletrônico à Justiça Eleitoral e ao cumprimento do prazo de 48 horas previsto nas normas eleitorais.
A decisão também determina que a Meta adote medidas de acompanhamento proativo das publicações do canal e de outras páginas públicas de grande alcance indicadas pelas campanhas no processo.
A empresa deverá identificar e remover imediatamente conteúdos idênticos ou substancialmente equivalentes àqueles já atingidos por ordens de remoção vigentes de que tenha conhecimento. A Meta terá 24 horas, a partir da notificação oficial, para informar ao tribunal as medidas iniciais adotadas, os mecanismos tecnológicos utilizados para identificar reproduções, os procedimentos para evitar remoções indevidas e eventuais limitações técnicas. A empresa também deverá preservar os registros necessários à fiscalização.
Entenda o caso
Administrado pelo deputado federal André Janones (MG), o canal vinha sendo utilizado na propaganda eleitoral da chapa presidencial. O caso foi levado ao TSE pelo candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), que pediu providências contra o funcionamento do grupo.
No domingo (11), Nunes Marques havia determinado a suspensão do canal até a homologação do resultado do segundo turno das eleições de 2026. A Meta, representante do WhatsApp no Brasil, informou posteriormente ao tribunal que outra decisão, proferida pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, havia ordenado provisoriamente o restabelecimento da página.
Ao reexaminar o caso, Nunes Marques estabeleceu novas exigências e afirmou que a ausência de comunicação do canal à Justiça Eleitoral impede sua utilização na campanha enquanto a situação não for regularizada, independentemente da análise sobre a legalidade de publicações específicas.
Canal reúne 4,1 milhões de seguidores
A decisão também examina a estrutura de funcionamento do canal com base em informações técnicas da Assessoria de Enfrentamento à Desinformação do TSE. Segundo o documento, a comunidade combina direção centralizada com a distribuição de tarefas entre os participantes.
A audiência potencial do canal era de aproximadamente 3,3 milhões de pessoas em 11 de outubro e chegou a 4,1 milhões de seguidores. As mensagens convocavam os integrantes a compartilhar materiais, recrutar novos participantes e interagir em outras plataformas digitais por meio de ações chamadas de “missões”.
Nunes Marques destacou orientações para que os seguidores compartilhassem materiais antes mesmo de assisti-los, além de registros de encaminhamentos de mensagens em larga escala. Para o ministro, esse modelo pode favorecer a disseminação rápida de conteúdos sem verificação prévia.
O magistrado ressalvou, porém, que os elementos analisados não permitem afirmar que o canal constitua, efetivamente, uma estrutura digital substancialmente dedicada à desinformação. Segundo ele, a organização apresenta características semelhantes às de redes de amplificação de conteúdo, como coordenação centralizada, uniformidade das mensagens e mobilização simultânea dos participantes.
Propaganda na intern Propaganda na internet lidera denúncias eleitorais no 2º turno no TSE
Flávio Bolsonaro TSE dá 24 horas para Flávio Bolsonaro apagar vídeo enganoso sobre ato de Lula
Pesquisa BTG/Nexus: Flávio Bolsonaro 52% e Lula 48%
Pobreza mundial Pobreza mundial cresce pela primeira vez desde 2010 e atinge 1,2 bilhão
posts de Lula Meta atribui queda no alcance de posts de Lula a problemas técnicos e nega favorecimento
Eleições palestinas Eleições palestinas são adiadas para 2027 por falta de condições para votação Mín. 18° Máx. 35°
Mín. 18° Máx. 37°
Tempo nubladoMín. 19° Máx. 38°
Tempo limpo