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Polícia Operação Mercador

Operação Mercador mira grupo suspeito de comércio ilegal de armas na Bahia e mais três estados

Grupo é investigado por adquirir e revender armamentos clandestinamente, utilizando documentos fraudulentos para obter registros de CAC

28/09/2026 06h27
Por: Carlos Valadares
Imagens: Divulgação ASCOM / PCBA
Imagens: Divulgação ASCOM / PCBA

Uma organização criminosa investigada por adquirir e comercializar ilegalmente armas de fogo é alvo da Operação Mercador, deflagrada nesta segunda-feira (28) pela Polícia Civil da Bahia. Segundo as investigações, o grupo utilizava documentos fraudulentos para obter registros de CAC e viabilizar a aquisição dos armamentos.

A ação cumpre mandados de prisão e 25 de busca e apreensão em quatro estados: na Bahia, com diligências em Salvador e Lauro de Freitas; no Rio de Janeiro, na capital e em Niterói; no Ceará, em Fortaleza e Icapuí; e no Rio Grande do Sul, em Santa Maria.

As investigações apontam que o grupo utilizava documentação fraudulenta para obter o Certificado de Registro (CR) de Colecionador, Atirador e Caçador (CAC). Com o registro, os integrantes adquiriam armas de fogo que eram posteriormente destinadas à comercialização ilegal.

A estrutura investigada contava com divisão de tarefas para aquisição, circulação e venda clandestina dos armamentos. As apurações também identificaram indícios de lavagem de capitais relacionada à atividade criminosa.

Parte das armas comercializadas pelo grupo tinha como destino organizações criminosas envolvidas com o tráfico de drogas e outros crimes violentos. Segundo os elementos reunidos na investigação, armamentos relacionados ao esquema foram posteriormente apreendidos em poder de integrantes de organizações criminosas.

A ação é conduzida pela Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (DESARME), unidade vinculada ao Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (DRACO), com apoio operacional do Departamento de Repressão e Combate ao Narcotráfico (DENARC), do Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), do Departamento de Inteligência Policial (DIP) e do Departamento de Polícia Metropolitana (DEPOM).

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