Uma organização criminosa especializada na venda de drogas por meio de delivery e redes sociais, com foco em clientes de maior poder aquisitivo, foi alvo da Operação Linha Sombria, deflagrada nesta sexta-feira (4) em Feira de Santana e em outros dois municípios. Até o momento, nove pessoas foram presas durante o cumprimento das ordens judiciais.
Segundo o delegado Adriano Moreira, diretor adjunto do Departamento de Narcóticos (Denarc), o grupo utilizava as redes sociais para receber pedidos de entorpecentes e fazia a entrega diretamente nas residências dos compradores.

“A expertise desse grupo era a venda de drogas mediante a modalidade delivery, voltada para um tipo de público de classe mais alta, que encomendava essas drogas através de redes sociais e recebia isso na própria residência”, explicou o delegado.
A operação cumpriu 29 mandados de busca e apreensão e 12 mandados de prisão. As ações ocorreram em Feira de Santana, Itaberaba e Barueri, no estado de São Paulo.
Do total de presos, sete foram localizados em Feira de Santana, um em Itaberaba e outro em Barueri.
De acordo com Adriano Moreira, a investigação começou há mais de um ano na Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE) de Feira de Santana. As diligências permitiram identificar integrantes da organização, incluindo a liderança e pessoas responsáveis pela logística de distribuição das drogas.

A investigação foi conduzida sob a presidência do delegado responsável pela DTE de Feira de Santana e, ao longo do período, os investigadores reuniram elementos que possibilitaram a deflagração da operação.
Para o diretor adjunto do Denarc, o resultado da ação foi expressivo.
Além das nove prisões, foram apreendidas duas armas de fogo, drogas, uma máquina de contar dinheiro e outros objetos que serão analisados no decorrer da investigação.
A operação também deve avançar sobre outros crimes que possam estar relacionados à atuação do grupo. Questionado sobre a possibilidade de a organização também estar envolvida com tráfico ou comércio ilegal de armas, Adriano Moreira afirmou que as investigações continuam.
“Geralmente onde tem droga tem arma, e a prova disso aí é que foram apreendidas duas armas de fogo”, declarou.
Segundo o delegado, o trabalho investigativo não termina com o cumprimento dos mandados. A Polícia Civil pretende identificar outros possíveis integrantes e esclarecer todos os crimes praticados pela organização criminosa.
A Operação Linha Sombria foi realizada de forma integrada por diferentes unidades da Polícia Civil. Participaram das ações o Denarc, a unidade da Polícia Civil responsável pela investigação de Feira de Santana, a 12ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), em Itaberaba, além da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) na Bahia e da Polícia Civil de São Paulo.
A atuação em diferentes cidades ocorreu porque parte da estrutura investigada mantinha conexões fora de Feira de Santana, incluindo o município de Barueri, em São Paulo.
As investigações continuam para identificar outros envolvidos, aprofundar a origem e o destino das drogas comercializadas pelo grupo e esclarecer a eventual participação dos suspeitos em outros crimes.
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