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Polícia Estudante de Direito

Estudante de Direito é preso após se passar por juiz durante abordagem

Homem apresentou documento falso com nome de magistrado e foi identificado por exame de impressão digital

01/09/2026 15h17
Por: Carlos Valadares
Foto: Reprodução/TV Globo
Foto: Reprodução/TV Globo

Um estudante de Direito foi preso pela Polícia Militar na noite de segunda-feira (31), em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, após se passar por um juiz durante uma abordagem policial. Segundo a ocorrência, Selmo dos Santos Pereira apresentou um documento de identidade com sinais de adulteração e afirmou ser magistrado da 3ª Vara Criminal de Santo André.

A abordagem ocorreu por volta das 21h20, durante patrulhamento do 6º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano. Os policiais decidiram abordar o veículo após perceberem que ele trafegava em velocidade considerada incompatível com a via. Nenhum objeto ilícito foi encontrado no carro.

Durante a identificação, porém, os agentes desconfiaram do documento apresentado pelo motorista, que trazia o nome do juiz Jarbas Luiz dos Santos.

Suspeita aumentou durante abordagem

Selmo teria afirmado ainda que era professor de uma faculdade de Direito de São Bernardo do Campo. A versão levantou suspeitas quando uma motorista que passava pelo local o reconheceu e informou aos policiais que ele seria, na verdade, estudante da instituição.

Diante das informações contraditórias, o homem foi levado ao 2º Distrito Policial de São Bernardo do Campo.

Enquanto isso, policiais localizaram o verdadeiro juiz em São Caetano do Sul. O magistrado compareceu à delegacia, confirmou sua identidade e relatou que seu nome teria sido utilizado recentemente em uma tentativa de aquisição de um imóvel. O caso será investigado.

Um exame datiloscópico, realizado por meio das impressões digitais, confirmou que o homem abordado era Selmo dos Santos Pereira.

Homem tinha mandado de prisão

Ainda segundo o registro policial, após a identificação foi constatado que Selmo possui 78 processos e 34 inquéritos. Do total de inquéritos, 22 estariam relacionados ao artigo 171 do Código Penal, que trata do crime de estelionato.

A polícia também identificou um mandado de prisão vigente contra ele pelo mesmo crime.

O caso foi registrado como uso de documento falso e recaptura de procurado. Selmo permanece preso e à disposição da Justiça.

Fonte: G1

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