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Polícia importunação

Delegada revela que suspeito planejou importunação sexual em academia e tentou escapar da Justiça após o crime

Lorena Almeida afirma que imagens comprovam o planejamento do crime, detalha a fuga do investigado e explica por que a Justiça decretou a prisão preventiva do suspeito.

27/07/2026 11h11 Atualizada há 2 horas atrás
Por: Carlos Valadares
Foto: Carlos Valadares
Foto: Carlos Valadares

A delegada da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), Lorena Almeida, revelou novos detalhes sobre a investigação que levou à prisão preventiva do homem suspeito de cometer importunação sexual contra uma mulher dentro da academia de um condomínio, em Feira de Santana. Segundo a delegada, as imagens de segurança mostram que o investigado teria planejado a ação, desligando o foco das câmeras internas antes de praticar o crime. Após perceber que a vítima havia registrado a situação, ele fugiu do local e permaneceu escondido até ser localizado pela Polícia Civil em Simões Filho.

De acordo com Lorena Almeida, a investigação começou no mesmo dia em que o caso foi registrado, em 19 de julho. A vítima prestou depoimento, entregou as imagens gravadas pelo próprio celular e, em seguida, a Polícia Civil solicitou as gravações do circuito interno do condomínio.

As imagens, segundo a delegada, demonstram que o suspeito observou a vítima durante o treino, aproximou-se das câmeras da academia e as direcionou para a parede antes de cometer o ato libidinoso. Sem perceber que a mulher havia posicionado o celular para gravar o treino, ele acabou sendo filmado enquanto praticava o crime.

"A vítima ainda estava sozinha com ele dentro da academia quando viu as imagens no celular. Ela saiu para pedir ajuda na portaria e, ao perceber a movimentação, ele fugiu", explicou a delegada.

Como o investigado deixou o condomínio antes da chegada da polícia, não houve prisão em flagrante. Ainda assim, a Deam iniciou diligências imediatamente, mas ele não foi encontrado em sua residência e familiares alegaram desconhecer seu paradeiro.

Diante da fuga, a Polícia Civil solicitou à Justiça a prisão preventiva do suspeito. Lorena Almeida esclareceu que o mandado não foi expedido pela gravidade do crime em si, mas porque ele passou a ser considerado foragido.

"Se ele tivesse se apresentado espontaneamente, provavelmente não haveria motivos para a decretação da prisão preventiva. O fundamento foi justamente a fuga e a ausência de informações sobre seu paradeiro", destacou.

Após dias de trabalho de inteligência, a Polícia Civil descobriu que o homem estava escondido em um imóvel abandonado, em Simões Filho. No local, foram encontrados colchão, roupas, produtos de higiene pessoal e alimentos, indicando que ele recebia apoio para permanecer oculto.

Segundo a delegada, ao ser localizado, o suspeito ainda tentou fugir novamente e permaneceu em silêncio durante o interrogatório, sem apresentar qualquer versão sobre o crime.

A Polícia Civil também apura informações sobre a possível existência de outras vítimas. De acordo com Lorena Almeida, relatos envolvendo comportamentos semelhantes do investigado chegaram à delegacia e serão investigados em procedimentos próprios.

Outro ponto destacado pela delegada é que pessoas que tenham ajudado o investigado a permanecer escondido poderão responder pelo crime de favorecimento pessoal, caso fique comprovado que auxiliaram na fuga. Ela alertou que esconder um foragido pode gerar responsabilização criminal, além de colocar outras pessoas em risco.

O suspeito permanece à disposição da Justiça e deverá passar por audiência de custódia, quando será decidido se continuará preso durante o andamento do processo.

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