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Polícia extorsão

Operação da Polícia Civil prende suspeito em Feira de Santana por extorsão contra provedores de internet

Investigação aponta que organização criminosa exigia pagamentos de empresas do setor e utilizava ameaças e danos à rede de fibra óptica para manter o esquema, que também teve desdobramentos em Simões Filho.

09/07/2026 08h56
Por: Carlos Valadares
Imagem Ilustrativa: Divulgação / Ascom-PCBA
Imagem Ilustrativa: Divulgação / Ascom-PCBA

A Polícia Civil prendeu dois homens durante a Operação Reconectando, deflagrada nesta quarta-feira (8), contra um grupo criminoso investigado por extorsão e lavagem de dinheiro praticadas contra empresas provedoras de internet na Bahia. As prisões e os mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos municípios de Simões Filho e Feira de Santana.

De acordo com as investigações, a organização criminosa obrigava proprietários e funcionários de provedores de internet a pagar valores periódicos para que os serviços pudessem funcionar. Como forma de pressão, os suspeitos cortavam cabos de fibra óptica, interrompiam os serviços de telecomunicação e impediam o trabalho de equipes de manutenção. As ordens eram transmitidas pelas lideranças por meio de videoconferências.

Em Feira de Santana, foi preso um homem de 33 anos, apontado como responsável por gerenciar as atividades do grupo no município. Segundo a polícia, ele utilizava um estabelecimento comercial para ocultar os valores obtidos com as extorsões. O suspeito possui antecedente por tráfico de drogas.

Em Simões Filho, os policiais prenderam um homem de 26 anos, investigado por arrecadar os valores extorquidos e repassar o dinheiro aos demais integrantes da organização. Um terceiro suspeito, apontado como líder do grupo e responsável por coordenar as ações criminosas à distância, continua foragido.

Ainda conforme a investigação, a organização movimentava mais de R$ 100 mil por mês com as extorsões. Em um dos casos apurados, uma empresa teria sido obrigada a pagar R$ 18 mil em apenas um mês para manter suas atividades.

As investigações começaram em setembro de 2025 e continuam para identificar outros envolvidos, calcular o prejuízo causado às vítimas e rastrear a movimentação financeira do grupo. A Polícia Civil também solicitou à Justiça a quebra dos sigilos bancário, telefônico e de dados dos investigados.

A Operação Reconectando foi conduzida por equipes da 22ª Delegacia Territorial de Simões Filho, com apoio do Núcleo de Inteligência do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom) e do Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD).

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