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Presidente da CDL Jovem defende atualização dos limites do MEI e do Simples Nacional pela inflação

Linha fina: Luiz Messei Junior afirma que os atuais tetos de faturamento estão defasados e que correção é necessária para evitar que pequenos empresários sejam prejudicados ao crescer.

08/07/2026 11h35
Por: Carlos Valadares
Foto: Carlos Valadares 
Foto: Carlos Valadares 

O debate sobre as mudanças no Microempreendedor Individual (MEI) e no Simples Nacional ganhou destaque durante um seminário realizado em Feira de Santana, com a participação de representantes do setor empresarial. Para o presidente da CDL Jovem, Luiz Messei Junior, é necessário atualizar os limites de faturamento desses regimes tributários para acompanhar a realidade econômica do país.

Segundo Luizinho, os valores atuais têm como referência o ano de 2018 e não refletem mais o cenário atual, principalmente por causa da inflação.

“Se uma pessoa vendia mil produtos em 2018 e continua vendendo a mesma quantidade hoje, o faturamento aumentou apenas porque os preços subiram. Isso não significa que a empresa cresceu”, explicou.

O presidente da CDL Jovem defende que os limites do MEI e do Simples Nacional sejam corrigidos pela inflação, permitindo que empreendedores continuem enquadrados nos regimes adequados ao tamanho real de seus negócios.

Para ele, a falta de atualização pode fazer com que pequenos empresários deixem o MEI sem que tenham registrado crescimento real, aumentando custos e obrigações tributárias.

“O MEI que deveria continuar sendo MEI acaba migrando para o Simples Nacional sem ter crescido de verdade. Isso pode dificultar a vida do empresário e até estimular uma volta à informalidade”, afirmou.

Outro ponto defendido por Luiz Messei Junior é a desvinculação do CPF do empresário em relação ao CNPJ no Simples Nacional. Segundo ele, a regra atual pode prejudicar quem possui mais de um pequeno negócio.

“Se uma pessoa tem um mercadinho em um bairro e abre um salão com a esposa ao lado, são duas empresas pequenas. Quando o CPF é vinculado, o sistema pode tratar como se fosse uma empresa grande, o que não corresponde à realidade”, destacou.

Durante o seminário, representantes do setor discutiram propostas para modernizar as regras e garantir que o empreendedor deixe o MEI apenas quando houver um crescimento real do faturamento, e não apenas pela correção dos preços.

“Queremos que o MEI de 2018 tenha a possibilidade de continuar sendo MEI hoje com os valores corrigidos pela inflação. O crescimento precisa ser real, não apenas resultado do aumento dos preços”, concluiu Luiz Messei Junior.

Com informações: Carlos Valadares 

Por: Mayara nailanne

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