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Polícia Morte de idoso

Delegada detalha prisão de suspeitos por morte de idoso em Feira de Santana

O mandado, no entanto, só foi decretado pela Justiça na noite de segunda-feira (23) e cumprido nas primeiras horas desta terça.

24/03/2026 18h22 Atualizada há 2 horas atrás
Por: Carlos Valadares
Foto: Carlos Valadares
Foto: Carlos Valadares

Presos na manhã desta terça-feira (24), os dois suspeitos de envolvimento no assassinato do idoso Luiz Antônio Santos Miranda, de 73 anos, tiveram a atuação detalhada pela delegada Ludmila Vilas Boas e Santos, responsável pelas investigações do caso em Feira de Santana. O crime ocorreu no último dia 12 de março, dentro da residência da vítima, no bairro Parque Ipê.

Segundo a delegada, as investigações começaram imediatamente após o crime. Ainda na madrugada do ocorrido, familiares e testemunhas foram ouvidos pela equipe da Delegacia de Homicídios, o que possibilitou a rápida identificação dos suspeitos. “Na mesma madrugada, já representamos pela prisão preventiva”, explicou.

O mandado, no entanto, só foi decretado pela Justiça na noite de segunda-feira (23) e cumprido nas primeiras horas desta terça. Um dos investigados, o genro, foi localizado e preso em casa sem oferecer resistência. Já o sogro, apontado como autor dos golpes, se apresentou à polícia acompanhado de advogados após tomar conhecimento da decisão judicial.

A delegada esclareceu ainda que, dias antes, os dois chegaram a prestar depoimento, mas foram liberados porque ainda não havia mandado de prisão expedido. “Já havíamos solicitado a prisão, mas o Judiciário ainda não tinha apreciado o pedido naquele momento”, disse.

Durante os depoimentos, os suspeitos alegaram ter agido em legítima defesa, versão contestada pela investigação. De acordo com Ludmila Vilas Boas, há indícios claros de que o crime foi premeditado. “Testemunhas informaram que o suspeito já saiu de casa com um barrote. Além disso, houve arrombamento do portão e invasão da residência da vítima. Não há como se falar em legítima defesa nessas circunstâncias”, afirmou.

Foto: Carlos Valadares 

Ainda conforme a delegada, o genro também teve participação direta no crime. “Ele auxiliou o executor ao arrombar o portão e permitir a invasão. Ambos estavam juntos na ação criminosa”, destacou.

A arma utilizada no crime, segundo a polícia, foi um pedaço de madeira (barrote), que teria sido levado pelo principal suspeito já com a intenção de agredir a vítima.

Os dois presos permanecem à disposição da Justiça. A Polícia Civil segue com as investigações e deve ouvir novas testemunhas nos próximos dias antes de concluir o inquérito, que será encaminhado ao Poder Judiciário.

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