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Polícia Investigação

Morte de paciente em hospital de Feira de Santana segue sob investigação, diz Polícia Civil

Laudos periciais não apontaram sinais de violência nem substâncias tóxicas no corpo de João da Silva dos Santos; caso teve causa da morte considerada indeterminada.

20/01/2026 06h08
Por: Carlos Valadares
Foto: Carlos Valadares
Foto: Carlos Valadares

A Polícia Civil da Bahia segue investigando a morte de João da Silva dos Santos, ocorrida no Hospital Cleriston  Andrade, em Feira de Santana, após familiares levantarem a suspeita de que o óbito teria relação com a ingestão de um suco de beterraba. Segundo o delegado Rafael Almeida, coordenador regional da Polícia Civil, os laudos periciais não indicaram qualquer sinal de morte violenta.

De acordo com o delegado, João foi socorrido de dentro de casa por familiares e não apresentava lesões, agressões ou indícios de violência, informação confirmada pelo exame pericial inicial. A necropsia realizada pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT) também não identificou alterações ou substâncias que pudessem explicar a causa da morte, que foi classificada como indeterminada.

Diante da ausência de conclusões, material biológico do corpo foi encaminhado para Salvador, onde passou por exames laboratoriais mais aprofundados. Ainda assim, não foi detectada nenhuma substância tóxica nem definida a causa do óbito, mantendo o diagnóstico de causa indeterminada.

Com isso, segundo Rafael Almeida, a investigação retorna a uma fase preliminar. A Polícia Civil vai aprofundar a apuração por meio da oitiva de familiares e da análise da vida pessoal da vítima, para verificar se havia conflitos, interesses financeiros, disputas patrimoniais ou qualquer outra circunstância que possa indicar a prática de crime.

Uma ordem de serviço já foi expedida para que a equipe de investigação convoque parentes e reúna mais informações. O delegado reforçou que, apesar de não haver indícios concretos de crime até o momento — o que impede a abertura imediata de um inquérito policial —, o caso não será arquivado.

“A polícia vai esgotar todas as possibilidades para esclarecer completamente a morte e afastar qualquer dúvida ou suspeita”, afirmou Rafael Almeida.

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