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Morre o radialista Itajay Pedra Branca, pioneiro do rádio baiano e voz histórica de Feira de Santana

O feito histórico foi reconhecido anos mais tarde pela Câmara Municipal de Feira de Santana, que o homenageou pela importância de sua atuação e pelo pioneirismo na cobertura.

07/01/2026 17h39
Por: Carlos Valadares
Foto: Divulgação/CMFS
Foto: Divulgação/CMFS

Feira de Santana perdeu nesta semana um dos nomes mais marcantes de sua comunicação. Morreu, aos 80 anos, o radialista Itajay Pedra Branca, que estava internado há alguns dias no Hospital São Matheus. A notícia de sua morte gerou grande comoção entre colegas de imprensa, amigos e ouvintes que acompanharam sua trajetória ao longo de décadas.

Nascido em Feira de Santana, Itajay construiu uma carreira sólida, reconhecida pela pela postura ética e por seu compromisso com a notícia. Sua voz forte e seu estilo direto marcaram a história do rádio baiano, especialmente na Rádio Sociedade da Bahia, onde viveu momentos que o projetaram nacional e internacionalmente.

Entre seus feitos mais emblemáticos está o fato de ter sido o primeiro radialista brasileiro a noticiar o atentado contra o Papa João Paulo II, ocorrido em 13 de maio de 1981, na Praça de São Pedro, em Roma. À época, Itajay estava na Europa cobrindo um amistoso entre Brasil e Inglaterra, em Londres. Ao tomar conhecimento do atentado, viajou imediatamente para Roma e, com rapidez e coragem, conseguiu noticiar o fato antes dos demais veículos brasileiros — um marco que o colocou definitivamente no cenário do jornalismo internacional.

O feito histórico foi reconhecido anos mais tarde pela Câmara Municipal de Feira de Santana, que o homenageou pela importância de sua atuação e pelo pioneirismo na cobertura.

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