Wagner Moura, ator brasileiro, afirmou em entrevista que a democracia brasileira está em seu melhor momento na história do país, e “tirando onda” dos norte-americanos.
O artista mora nos Estados Unidos e hoje, reside em Salvador para o lançamento da peça “Um Julgamento- Depois do inimigo do povo”, o seu retorno ao teatro após 16 anos. Ao ser questionado sobre o seu personagem, que em uma de suas falas afirma que a democracia permite que “uma maioria de imbecis persiga uma minoria”, o ator negou que a democracia tenha falhado.
“Aquele discurso da peça é sobre a democracia, mas mais do que isso, é sobre a verdade, sobre como o ocaso da verdade mina a democracia. É um discurso que entra num terreno pessoal”, afirmou.
Segundo ele, a “nossa democracia não é falha. Inclusive, a democracia brasileira está no seu melhor momento. A gente está tirando onda dos americanos”.
Wagner também comentou a polêmica envolvendo o presidente dos EUA, Donald Trump, que aconteceu em setembro, quando o deputado Gustavo Gayer (PL-GO) publicou em suas redes sociais que o governo dos Estados Unidos deveria investigar ou até deportar Moura, chamando o ator de “extremista” por suas críticas a Trump.
O ator ironizou a situação: “É ridículo. É muito vira-lata, muito colonizado. É tipo chamar a professora: ‘Tia, o Wagner está fazendo sei lá o quê’. Essas ameaças não significam nada. Se eu for investigado e punido pelos EUA, será a maior contradição da direita mundial”.
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