A 15ª Conferência Municipal de Assistência Social de Feira de Santana teve início com ampla participação da sociedade civil, usuários dos serviços e representantes do poder público. O evento, que ocorre ao longo de dois dias, marca os 20 anos do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e reforça a importância do debate democrático sobre políticas públicas voltadas à proteção social.
Com o tema “Reconstrução do SUAS: o SUAS que temos e o SUAS que queremos”, a conferência ocorre simultaneamente em diversos municípios baianos e é fruto de um processo de escuta ativa e participativa. Segundo a secretária municipal de Desenvolvimento Social, Gerusa Sampaio, o encontro é resultado de um trabalho coletivo realizado ao longo dos últimos meses.
Foto: Carlos Valadares
“Para que esse momento acontecesse, realizamos 17 pré-conferências nos equipamentos do município, nos CRAS, nos quatro distritos, uma na comunidade quilombola e também promovemos um fórum com as entidades da sociedade civil. O objetivo foi ouvir os anseios, ideias e críticas — entender o que não está funcionando na assistência social em Feira e o que podemos melhorar”, destacou.
Durante o evento, grupos de discussão retomam os principais pontos levantados nas pré-conferências para formular propostas e identificar desafios. Essas contribuições serão levadas para as etapas estadual e nacional da conferência, ampliando a representatividade de Feira de Santana nas instâncias superiores.
“Feira tem se destacado no cenário estadual e federal justamente por sua forte participação social. A sociedade civil está presente aqui, os usuários também. Alguns vêm agradecer, outros vêm reivindicar. É esse o nosso propósito: ouvir, ressignificar essas pessoas, tirá-las da invisibilidade”, afirmou a secretária.
A conferência também valoriza experiências locais de geração de renda e inclusão produtiva. Produtos artesanais, alimentos processados na zona rural e sucos naturais foram expostos durante o evento, como forma de mostrar a importância da capacitação e do empoderamento dos usuários da assistência.
“Assistência sem capacitação é assistencialismo. Não queremos que as pessoas fiquem apenas dependendo de benefícios. Nosso objetivo é transformá-las em protagonistas de suas próprias histórias”, reforçou Gerusa.
Com informações: Carlos Valadares
Por: Mayara Nailanne
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