Feira de Santana se tornou, nestes dois dias, o centro do debate e fortalecimento das políticas públicas de cultura na Bahia. O Centro de Convenções da cidade recebeu cerca de 450 dirigentes municipais de cultura de todas as regiões do estado, reunidos para discutir a execução das políticas culturais e o uso dos recursos disponíveis por meio do Sistema Nacional de Cultura.
O secretário estadual de Cultura, Bruno Monteiro destacou a importância do evento como espaço de troca de experiências e articulação entre os três níveis de gestão: federal, estadual e municipal. “Nós estamos aqui recebendo dirigentes municipais de cultura de toda a Bahia, pessoas que estão na ponta, na gestão das políticas culturais. Hoje, felizmente, graças ao retorno do presidente Lula e à rearticulação do Sistema Nacional de Cultura, temos investimentos e políticas públicas que chegam a todos os municípios”, afirmou.
Foto: Carlos Valadares
Segundo Monteiro, a territorialização das políticas, defendida pelo governador Jerônimo Rodrigues, tem fortalecido a atuação do estado junto aos municípios, organizando e integrando os diferentes elos da gestão cultural. “É um encontro muito rico, que potencializa a execução das políticas de cultura em toda a Bahia”, completou.
Um dos pontos abordados foi a necessidade de estruturação das gestões culturais locais. Muitos municípios ainda não possuem uma Secretaria de Cultura ou órgãos equivalentes. Para o secretário, o evento serve como uma orientação para esses gestores. “Com a retomada dos investimentos e agora com políticas permanentes, como a Lei Aldir Blanc, que prevê investimento anual na cultura brasileira, surgem também exigências, como a necessidade de que os municípios tenham seus sistemas de cultura estruturados. Isso impulsiona a criação de secretarias, diretorias ou coordenações específicas”, explicou.
O secretário ressaltou que ter uma estrutura organizada é pré-requisito para o acesso a recursos da Secretaria Estadual de Cultura e do Governo Federal. “A cultura tem se tornado cada vez mais presente nas estruturas municipais. Um município com sua Secretaria de Cultura pode não apenas ter mais facilidade no acesso aos recursos, mas também garantir maior transversalidade nas ações, integrando áreas como educação, meio ambiente e geração de trabalho e renda”, destacou.
O evento também proporcionou momentos de intercâmbio entre os municípios, com a partilha de experiências bem-sucedidas na criação e gestão de secretarias e sistemas culturais locais. “Estamos aqui para fortalecer, informar e ajudar as gestões a criarem, qualificarem e melhorarem suas estruturas específicas para a cultura”, finalizou o secretário.
Com informações: Carlos Valadares
Por: Mayara Nailanne
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