O policial militar e influencer Lázaro Alexandre, o Tchaca, e mais quatro militares estão entre os 22 presos preventivamente na manhã desta quarta-feira (9) no âmbito da Operação Falsas Promessas 2, que visa desarticular uma organização criminosa investigada por lavagem de dinheiro fruto de rifas ilegais. A ação ocorre em bairros da Grande Salvador, São Felipe, Juazeiro, Nazaré e Vera Cruz, onde o grupo tinha forte atuação, segundo as investigações.
José Roberto Santos, conhecido como Nanan Premiações, a esposa Gabriela Silva e o influenciador Franklin Reis, conhecido nas redes sociais pelo personagem de humor Neca, também foram alvos das diligências. Já o rifeiro Ramhon Dias foi localizado em São Paulo. As informações foram confirmadas pelo bahia.ba com investigadores da Polícia Civil.
Na primeira fase da operação, em setembro, Ramhon Dias chegou a ficar preso preventivamente no Conjunto Penal da Mata Escura, mas ganhou liberdade junto em dezembro. Em outubro, seis outros investigados foram liberados, incluindo Nanam Premiações. A reportagem tenta contato com as defesas dos suspeitos.
As investigações, no entanto, apontam que o grupo utilizava redes sociais para divulgar rifas de alto valor, com resultados manipulados para beneficiar integrantes da organização. Empresas de fachada e pessoas interpostas eram utilizadas para ocultar a origem dos valores ilícitos.
Na residência de Nanan e Gabriela, um condomínio de alto padrão na Estrada do Coco, foram apreendidos veículos de luxo, relógios, dinheiro, celulares e notebooks. A Justiça determinou ainda sequestro de até R$ 10 milhões por CPF ou CNPJ investigado, somando um bloqueio total de R$ 680 milhões em bens e valores.
Quatro investigados são descritos como lideranças da organização criminosa teriam papel central no planejamento e coordenação das atividades ilícitas do grupo em diferentes áreas.
Segundo as apurações, os suspeitos utilizavam uma estrutura sofisticada de transações financeiras, com empresas de fachada e pessoas interpostas para disfarçar a origem dos valores obtidos ilegalmente.
As investigações apontam ainda que policiais militares da ativa e ex-PMs faziam parte do esquema. Ele ofereciam proteção, forneciam informações privilegiadas e, em alguns casos, atuavam diretamente como operadores das rifas fraudulentas.
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