O primeiro-ministro do Peru, Héctor Valer, disse no sábado (5) que entregou sua renúncia ao presidente Pedro Castillo, apenas três dias após uma renovação da equipe de governo.
Valer, um parlamentar conservador, deixou o cargo em meio a uma onda de críticas sobre as alegações de espancar sua filha e sua falecida esposa, segundo relatórios policiais divulgados por vários meios de comunicação locais, algo que ele negou.
"Aceito a derrota metralhado por jornais do Peru que pertencem a um grupo ligado à extrema direita do Peru que construiu uma imagem de agressor e violento", disse Valer a jornalistas em uma ds portas laterais do Palácio do Governo.
Com sua renúncia, Valer se tornou um dos primeiros-ministros mais curtos das últimas quatro décadas no país.
O presidente Castillo, em uma mensagem à nação na sexta-feira (4), anunciou a recomposição de seu terceiro gabinete pouco mais de seis meses após assumir mandato, mas não mencionou quando seriam divulgados os nomes dos novos ministros.
Partidos de oposição, grupos de direitos humanos, feministas, grupos indígenas e até o próprio partido no poder pediram a saída de Valer e de alguns membros do gabinete, como do ministro do Meio Ambiente Wilber Supo, professor de geografia sem experiência em questões ambientais.
Agência Brasil
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