Um morador de Feira de Santana denuncia dificuldades para renovar receitas médicas e garantir a continuidade do tratamento de saúde no posto de saúde do Caseb II. José Maiara José Silva de Melo, de 57 anos, afirma que tem enfrentado sucessivas tentativas de conseguir atendimento médico para renovar as prescrições de medicamentos de uso contínuo, dos quais depende diariamente.
Segundo o paciente, após procurar a unidade diversas vezes, ele conseguiu marcar uma consulta para o dia 9 de novembro. No entanto, a data é motivo de preocupação, já que precisa renovar as receitas até o dia 30 de outubro para retirar os medicamentos no início do mês seguinte.
“Eu já estive no posto diversas vezes tentando uma consulta com a médica, somente para renovar os exames e as receitas. Marcaram para o dia 9 de novembro, mas é muito tempo, porque preciso disso até o dia 30”, relatou.
José afirma que essa não é a primeira vez que enfrenta o problema. De acordo com ele, em outras duas ocasiões ficou aproximadamente 25 dias sem tomar os medicamentos por causa das dificuldades para conseguir atendimento e renovar as prescrições.
O morador relata ter problemas cardíacos, diabetes, hipertensão, colesterol elevado e triglicérides altos. Segundo ele, o tratamento inclui 13 medicamentos por dia, além de insulina.
“Eu dependo 100% dos medicamentos. São remédios de uso contínuo que não posso deixar de tomar de hipótese alguma”, afirmou.
De acordo com José, a renovação das receitas depende da avaliação e da autorização médica, mas ele afirma que não consegue conversar com a profissional sem agendar uma consulta. O paciente também relata que procurou a Secretaria Municipal de Saúde na tentativa de antecipar o atendimento, mas saiu do órgão sem uma solução para o caso.
Diante da situação, ele decidiu procurar a imprensa para tornar o problema público e pedir providências.
Além da demora para conseguir consulta, José denuncia problemas no fornecimento de insumos na unidade de saúde do Caseb II. Segundo ele, há períodos em que os pacientes precisam esperar semanas para receber insulina e agulhas.
“Às vezes, a gente passa 30 dias, 60 dias esperando chegar a insulina”, declarou.
O relato levanta preocupações sobre a continuidade do atendimento aos pacientes que dependem de medicamentos e insumos para o controle de doenças crônicas. A interrupção de tratamentos prescritos pode representar riscos à saúde, especialmente quando envolve condições como diabetes e doenças cardiovasculares.
José pede que a unidade de saúde e a Secretaria Municipal de Saúde encontrem uma solução para garantir a renovação das receitas dentro do prazo necessário e evitar que pacientes fiquem sem os medicamentos.
O caso também reforça a importância de assegurar o acesso regular às consultas, ao acompanhamento médico e aos insumos necessários para a continuidade dos tratamentos na rede pública.
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